quarta-feira, 7 de maio de 2014

Especial Ayrton Senna: Parte 3

Os anos de Toleman e Lotus

Estreando por uma equipe modesta, a Toleman, que anos mais tarde foi adquirida pela Benetton e se tornou uma das principais escuderia da década seguinte, tinha naquele momento a estrutura ideal para Ayrton Senna ingressar na Fórmula 1. Na África do Sul, o pauslitano conseguiu somar os primeiros pontos, com o 6º posto em Kyalami, mas saiu do carro desgastado e com fortes dores, passando a investir no preparo físico, ponto fraco do competidor na época. Em Mônaco, depois de partir em 13º lugar, Senna ultrapassou pilotos como Keke Rosberg e Niki Lauda, alcançando a 2ª colocação, mas a disputa foi interrompida na 31ª volta, quando o diretor de prova paralisou a corrida, garantindo a vitória de Alain Prost, que, com isso, perdeu para Lauda por apenas meio ponto no fim da temporada, já que os pilotos somaram apenas metade dos pontos. Senna ainda conseguiu mais dois pódios, terminando as etapas da Inglaterra e de Portugal na 3ª posição, terminando o campeonato em 9º, com 13 pontos.

Para 1985, Senna foi para a Lotus, no lugar de Nigel Mansell, contratado pela Williams. Nos três anos no time inglês, foram três colegas diferentes. No primeiro ano, foi o mais concorrido, ao lado do italiano Elio de Angelis. Elio perdeu o posto de líder da equipe para o brasileiro. Ambos somaram 71 pontos, 38 de Senna, 4º colocado, somados aos 33 faturados por de Angelis, 5º colocado, ficando em 4º lugar entre as equipes. Foi o ano da primeira vitória e pole de Ayrton, no chuvoso Grande Prêmio de Portugal, mas o brasileiro ficou várias etapas sem pontuar, mas na metade do campeonato conseguiu melhorar de resultados, voltando a vencer na Bélgica. Senna começou a ganhar a fama de piloto mais rápido na classificação, garantindo sete poles ao longo do campeonato. Alain Prost, pela McLaren, ganhou o primeiro título, superando o italiano Michele Alboreto, da Ferrari.

Para 1986, Elio de Angelis foi para o lugar de Nelson Piquet, que havia acertado com a Williams. O escocês Johnny Dumfries passou a dividir os boxes da Lotus com Senna. Novamente várias poles, oito ao total, e mais duas vitórias, em Jerez, ganhando de Mansell por 14 milésimos, e em Detroit, quando passou a levantar a bandeira do Brasil nas voltas de comemoração, após a eliminação pelos franceses no México, virou marca registrada de Senna ao longo das vitórias que conquistou. Foi um dos campeonato mais disputados da história, mas Senna ficou fora quando terminou sem combustível em Portugal, vendo Prost ser bicampeão ao ganhar na Austrália, enquanto a Williams levou entre as equipes, mas perdeu entre os pilotos também por conta das disputas entre Piquet e Mansell. Na Hungria. Para 1987, a Honda passou a ser a fornecedora da Lotus e trouxe Satoru Nakajima para correr ao lado do brasileiro, e iniciou uma parceria vitoriosa entre Senna e a montadora japonesa. Depois de ter perdido a temporada anterior, a Williams, também com os propulsores nipônicos, levou Nelson Piquet ao tricampeonato, superando o iglês Nigel Mansell por 12 pontos. Senna conseguiu apenas uma pole, em San Marino, e venceu pela primeira vez em Mônaco, voltando a ganhar nos Estados Unidos, garantindo o 3º lugar entre os pilotos. Alain Prost foi o 4º colocado, sem repetir o desempenho da ano anterior. Porém, as brigas internas na escuderia de Grove, provocou uma troca da fabricante da terra do sol nascente para a McLaren, levando Ayrton Senna para o time de Ron Dennis.

Os resultados de Ayrton Senna

1984
Equipe: Toleman Hart
Classificação: 9º lugar, com 13 pontos
Melhor resultado: 2º lugar, em Mônaco

1985
Equipe: Lotus Renault
Classificação: 4º lugar, com 38 pontos
Vitórias: 2 (Portugal e Bélgica)
Poles: 7 (Portugal, San Marino, Mônaco, Estados Unidos, Itália, Europa e Austrália)

1986
Equipe: Lotus Renault
Classificação: 4º lugar, com 55 pontos
Vitórias: 2 (Espanha e Estados Unidos)
Poles: 8 (Brasil, Espanha, San Marino, Estados Unidos, França, Hungria, Portugal e México)

1987
Equipe: Lotus Honda
Classificação: 3º lugar, com 57 pontos
Vitórias: 2 (Mônaco e Estados Unidos)
Pole: 1 (San Marino)

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