domingo, 21 de março de 2010

Ayrton Senna: 50 anos

Embora tenha um blog destinado apenas a assuntos da Fórmula 1, também utilizarei este espaço para falar brevemente sobre Ayrton Senna.

Se estivesse vivo, Ayrton Senna estaria completando hoje, 50 anos. Campeão no mundial de Fórmula 1 nos anos de 1988, 1990 e 1991, ficou conhecido pela luta pelos recordes e pelo perfeccionismo nas pistas. Mister Mônaco e mestre da volta mais rápida, acumulou muitos admiradores e também desafetos ao longo do período em que esteve na categoria.

Dentre os desafetos, os principais foram Nigel Mansell, Nelson Piquet e Alain Prost. O piloto inglês teve suas principais desavenças com Senna entre 1985 e 1990, e, em 1991, quando disputaram o título, tiveram uma grande disputa, mas decidida na pista. O também brasileiro Nelson Piquet, foi provavelmente o maior desafeto do conterrâneo. A briga entre ambos foi dentro e fora das pistas, e ambos nem se falavam. Em 1988, Senna chegou a processar Piquet judicialmente por conta das provocações que sofria do adversário. Por ouro lado, sempre reconheceu as qualidades de Ayrton, dizendo que se fosse chefe de equipe, gostaria de contar com os serviços do concorrente. O francês Alain Prost foi o maior rival de Senna nas pistas. Entre 1985 e 1987, quando o paulistano corria pela Lotus, não tiveram tantas disputas, mas, em 1988, quando foi para a McLaren, teve que dividir as atenções na escuderia inglesa com o já bicampeão. De 1988 até 1990, a disputa pelo título mundial ficou entre os dois, todas elas decididas no Japão. As de 1989 e 1990 foram polêmicas, decididas através de batida. Na primeira, o francês acertou o brasileiro, que ainda venceu a disputa, mas foi desclassificado, enquanto que no ano seguinte, com Prost na Ferrari, foi a vez de Senna acertar o francês ainda na primeira curva, tirando ambos da corrida. Em 1993, com o francês na Williams, que Ayrton afirmava que era “um carro de outro mundo”, Prost foi tetracampeão com certa facilidade.

Já os principais amigos do brasileiro, destaco Gerhard Berger, Thierry Boutsen, Riccardo Patrese e Jean Alesi. O austríaco Berger correu ao lado de Senna entre as temporadas de 1990 a 1992, tornando-se o melhor amigo do tricampeão. Jean Alesi, fã de Ayrton, também teve algumas disputas épicas com o paulista, como em Phoenix, 1990, Barcelona, 1991, e Montreal, 1993, quando chegaram a ficar roda a roda.

Nos 10 anos que esteve na Fórmula 1, Senna passou pelas equipes Toleman, Lotus, McLaren e Williams, conquistando três títulos mundiais, dois vice-campeonatos, 41 vitórias, 65 poles, 19 voltas mais rápidas, 610 pontos e 80 pódios.

Aqui, dois vídeos que destaco sobre Senna:


Grande Prêmio de Portugal, 1985, primeira vitória do brasileiro


Grande Prêmio da Europa, 1993, quando Senna passou quatro adversários na primeira volta, conquistando a volta de placa


A caminhada de Ayrton Senna na Fórmula 1:
1984: Toleman Hart, 9º lugar, com 13 pontos;
1985: Lotus Renault, 4º lugar, com 38 pontos, 7 poles e 2 vitórias;
1986: Lotus Renault, 4º lugar, com 55 pontos, 8 poles e 2 vitórias;
1987: Lotus Honda, 3º lugar, com 57 pontos, 1 pole e 2 vitórias;
1988: McLaren Honda, campeão, com 90 (94) pontos, 13 poles e 8 vitórias;
1989: McLaren Honda, vice-campeão, com 60 pontos, 13 poles e 6 vitórias;
1990: McLaren Honda, campeão, com 78 pontos, 10 poles e 6 vitórias;
1991: McLaren Honda, campeão, com 96 pontos, 8 poles e 7 vitórias;
1992: McLaren Honda, 4º lugar, com 50 pontos, 1 pole e 3 vitórias;
1993: McLaren Ford, vice-campeão, com 73 pontos, 1 pole e 5 vitórias;
1994: Williams Renault, não classificado, fez 3 poles nas 3 corridas que disputou;

Um comentário:

  1. O Ayrton Senna sempre será o orgulho do Brasil. Ele faz muita falta.

    Beijos

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