quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Guerra do Contestado (1912-1916)


Parte 3: Historiografia

Disputas territoriais, batalhas judiciais, construção da estrada de ferro, fatores políticos e econômicos, além da expulsão dos habitantes das terras que viviam no local há anos e as batalhas entre sertanejos contra tropas oficiais do governo do Paraná estão entre algumas das causas da Guerra do Contestado.

As grandes causas foram políticas e sociais, e não apenas a estrada de ferro, ou o “grande dragão que cuspia fogo”, trecho citado no livro Geração do Deserto, de Guido Wilmar Sassi. Os fatores relacionados acima, cada um deles, ajudaram a culminar com o desencadeamento do conflito, que durou quatro anos. O nome entrou para a história por ter ocorrido na região contestada pelos governos paranaense e catarinense, e a ocupação do Irani, em 1912, pelos sertanejos, liderados por José Maria, foi o estopim para João Gualberto Gomes de Sá Filho, pretendente ao governo do Paraná, investir contra o grupo do monge, ocasionando a morte de ambos no primeiro combate.

Qual foi a grande causa do problema? De acordo com o jornalista e historiador Celso Martins, a estrada de ferro foi utilizada como bode expiatório, mas na verdade ela foi construída dentro da área que estava sendo disputada pelos dois estados, além da expulsão dos habitantes do local.

A história contada hoje pode ser outra contada daqui a anos. Ela vai se modificando conforme os paradigmas ou pesquisas e estudos feitos ao longo dos anos, textos e documentos que vão sendo analisados e publicados. Existem várias formas de se passar, repassar, escrever ou reescrever o que aconteceu.

A Guerra do Contestado não foge a regra. O que falamos hoje, poderá ser visto de outra forma no futuro.

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Guerra do Contestado (1912-1916)


Parte 2: Os três profetas

A religiosidade também se fez presente na região, tendo três deles obtido destaque. João Maria de Agostinho, João Maria de Jesus e José Maria eram líderes religiosos que faziam profecias e possuíam muita popularidade pela população do local na época.

Os três faziam previsões e eram seguidos pelos habitantes das localidades próximas. Nascido no Piemonte, região da Itália, foi o primeiro dos monges a passar pela região, não era bem visto pelas autoridades governamentais, por unir várias pessoas. A presença dele foi seguida por alguns movimentos sociais que sucederam no final do Século XIX, como Canudos, na Bahia, Juazeiro, no Ceará e o dos Muckers, no Rio Grande do Sul.

Com algumas características semelhantes ao do profeta anterior, João Maria de Jesus, que chamava-se Atanás Marcaf, de origem francesa, fez algumas profecias, como o fim do mundo, doenças e epidemias, e possuía posições políticas favoráveis a monarquia, vendo a república como ordem do demônio. Desapareceu por volta de 1908.

O último deles, foi José Maria, que se chamava Miguel Lucena de Boaventura. Ex-soldado da Força Policial do Paraná, era curandeiro, fazia batizados, dirigia terços e participava de festas religiosas. Por curar a esposa de Henrique de Almeida, um dos líderes políticos de Curitibanos, ganhou apoio também de um dos representantes do município. Foi morto no combate do Irani, que desencadeou o início do conflito.

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Guerra do Contestado (1912-1916)


Parte 1: Contexto Histórico

Um dos maiores conflitos na história do Brasil, conhecido como Guerra do Contestado, está completando 100 anos, causadas por uma disputa territorial entre Santa Catarina e Paraná, expulsão de moradores que habitavam a localidade e a concessão ao empresário britânico Percival Farquhar, responsável pela construção da estrada de ferro que ligava São Paulo ao Rio Grande do Sul, dando direito a empresa Brasil Railway Company de explorar 15 quilômetros para oeste e leste, desmatando a comprometendo a vegetação do local.

Desmembrado do estado de São Paulo em 1853, o Paraná passou a fazer divisa com Santa Catarina, ficando indefinidas na região meio-oeste catarinense, gerando um conflito diplomático entre os dois estados com a proclamação da república, em 1889. Desembargador do Tribunal de Justiça Paranaense, Paulo Roberto Hapner citou que as terras foram concedidas a Teixeira Soares em 1888, durante o período imperial.

Com a mudança do sistema político, a posse dos territórios passou a ser por escritura pública, diferente do período monárquico. Com isso, as terras seriam registradas através de posse, conforme documento oficial. De acordo com o ex-governador Esperidião Amin, os interesses financeiros prevaleceram, dando ao empresário inglês o direito de explorar os recursos naturais da região. Amin disse que a situação foi parecida com outros locais destinados a exploração, que geraram problemas sociais e natureza degradada.

As tensões políticas entre Paraná e Santa Catarina pela posse do território e os recursos naturais foram duas das causas para iniciar o conflito, iniciado em 1912. O jornalista e historiador Celso Martins destaca o momento da valorização das terras como o começo do processo de expulsão dos caboclos do local, rompendo o equilíbrio social que havia até então. O combate do Irani, envolvendo os sertanejos e as tropas lideradas por João Gualberto Gomes de Sá Filho, que visava tornar-se governador paranaense, atacou os caboclos, liderados por José Maria, tirando a vida de ambos no combate.

Muitos habitantes da região viam o sistema republicano como o responsável pela perda das terras, defendendo o retorno do modelo monárquico, acreditando ser justo e igualitário, como defendia o monge José Maria. Durante os quatro anos de conflito, muitos trabalhadores da construção da estrada de ferro e das empresas que exploraram a extração de madeiras, ficaram desempregados, juntando-se aos sertanejos na luta contra as tropas do governo.

Foi na guerra do contestado que o avião foi utilizado pela primeira vez em um conflito. Depois de algumas derrotas para os sertanejos, o governo federal enviou tropas do Rio de Janeiro, capital brasileira na época, lideradas por Setembrino de Carvalho, o mesmo que destruiu o movimento em Canudos, 19 anos antes, para reprimir os sertanejos no meio-oeste catarinense.


Área contestada por Santa Catarina
Imagem: Retirada do site VidaDmaquinista (História da Ferrovia do Contestado)


Embora derrotado no combate, as regiões oeste e meio-oeste, pleiteadas pelos paranaenses, ficou com Santa Catarina. Mesmo falecido em 1907, a defesa de Manoel da Silva Mafra, conhecido como Conselheiro Mafra, garantiu aos catarinenses a parte oeste do atual território do estado.

Parte contestada pelo Paraná
Imagem: Retirada do site Historie du Brésil

domingo, 14 de outubro de 2012

Sebastian Vettel vence na Coreia do Sul


Piloto alemão retoma a liderança no campeonato

Em corrida de várias disputas e muitas ultrapassagens, as posições na frente pouco alternaram, com a dupla da Red Bull dominando a disputa, seguidos pela dupla da Ferrari.

Na volta de abertura, um incidente envolvendo Kamui Kobayashi, Jenson Button e Nico Rosberg, tirou o alemão e o inglês da disputa, enquanto o competidor japonês teve que cumprir punição, passando pelos boxes.

Lewis Hamilton começou bem, mas os pneus da McLaren não se adaptaram bem as condições da pista, obrigando o britânico a trocar os compostos antes dos adversários. Com um péssimo desempenho do carro, que voltou a andar para trás, foi ultrapassado por Felipe Massa e Kimi Raikkonen, e após, pela Force India de Nico Hulkenberg, que conseguiu mais um resultado positivo.

Hamilton ainda voltou para uma 3ª troca nas voltas finais, mas o carro continuou rendendo pouco, terminando apenas com o 10º posto, atrás de Grosjean e da dupla da Toro Rosso, com Jean-Eric Vergne superando Daniel Ricciardo na penúltima volta.

Outras decepções foram a Sauber e a Mercedes, que andaram distantes das primeiras colocações. Sergio Perez ainda disputou com Hamilton o último ponto na volta final, mas não conseguiu superar o carro prateado.

Resultados:
Pole: Mark Webber, Red Bull Renault
Melhor Volta: Felipe Massa, Ferrari

Corrida
1º) Sebastian Vettel, Red Bull Renault
2º) Mark Webber, Red Bull Renault
3º) Fernando Alonso, Ferrari
4º) Felipe Massa, Ferrari
5º) Kimi Raikkonen, Lotus Renault
6º) Nico Hulkenberg, Force India Mercedes
7º) Romain Grosjean, Lotus Renault
8º) Jean-Eric Vergne, Toro Rosso Ferrari
9º) Daniel Ricciardo, Toro Rosso Ferrari
10º) Lewis Hamilton, McLaren Mercedes

Classificação

Mundial de Pilotos
1º) Sebastian Vettel, 215 pontos
2º) Fernando Alonso, 209 pontos
3º) Kimi Raikkonen, 167 pontos
4º) Lewis Hamilton, 153 pontos
5º) Mark Webber, 152 pontos
6º) Jenson Button, 131 pontos
7º) Nico Rosberg, 93 pontos
8º) Romain Grosjean, 88 pontos
9º) Felipe Massa, 81 pontos
10º) Sergio Perez, 66 pontos
11º) Kamui Kobayashi, 50 pontos
12º) Nico Hulkenberg, 45 pontos
13º) Paul Di Resta, 44 pontos
14º) Michael Schumacher, 43 pontos
15º) Pastor Maldonado, 33 pontos
16º) Bruno Senna, 25 pontos
17º) Jean-Eric Vergne, 12 pontos
18º) Daniel Ricciardo, 9 pontos

Mundial de Construtores
1º) Red Bull Renault, 367 pontos
2º) Ferrari, 290 pontos
3º) McLaren Mercedes, 284 pontos
4º) Lotus Renault, 255 pontos
5º) Mercedes, 136 pontos
6º) Sauber Ferrari, 116 pontos
7º) Force India Mercedes, 89 pontos
8º) Williams Renault, 58 pontos
9º) Toro Rosso Ferrari, 21 pontos

domingo, 7 de outubro de 2012

Sebastian Vettel vence no Japão

Em corrida sem grandes disputas, piloto alemão ganha em Suzuka e se aproxima da liderança


Com alguns incidentes na largada, tirando Fernando Alonso e Nico Rosberg da disputa, e um toque entre Mark Webber e Romain Grosjean, que resultou em um stop and go para o competidor francês, a corrida foi marcada por algumas disputas e poucas ultrapassagens nas primeiras colocações.


Algumas delas foram entre McLaren e Sauber. Nas primeiras voltas, Sergio Perez ultrapassou Lewis Hamilton, mas voltou atrás do inglês após as primeiras trocas de pneus, abandonando na 20ª volta, quando tentou pelo lado de fora, perdendo o ponto da curva e saindo da pista. Hamilton terminou a prova com o 5º posto, atrás do colega de equipe Jenson Button, que nas últimas voltas tentou superar Kamui Kobayashi, mas não conseguiu um lugar no pódio. Repetindo o feito de Aguri Suzuki, em 1990, o corredor do time conseguiu pela primeira vez chegar entre os três melhores correndo na pista de Suzuka.

Outro destaque foi o brasileiro Felipe Massa. Com uma boa largada, o ferrarista se manteve entre os primeiros e após a primeira rodada de pit stop, passou Kobayashi, assumindo o 2º lugar, quebrando um jejum de 35 corridas sem subir ao pódio, melhorando a situação no campeonato. Pela Lotus, Kimi Raikkonen, apesar de uma atuação discreta, voltou a cruzar a linha de chegada na 6ª posição, mantendo-se na disputa pelo título. O outro brasileiro, Bruno Senna, também envolvido em incidente na largada, teve uma punição ao longo da disputa, chegando apenas na 14ª colocação.

Nico Hulkenberg também apresentou um bom desempenho na pista japonesa. Andando próximo de Hamilton e Raikkonen durante boa parte da prova, o alemão levou o Force India ao 7º posto. Sem somar pontos desde a Espanha, Pastor Maldonado levou a Williams ao 8º lugar, a frente dos australianos Mark Webber, em 9º, e Daniel Ricciardo, na 10ª posição.

A vitória no Japão deixa o atual bicampeão ainda mais próximo de Alonso na classificação, contando com uma melhora da Red Bull nas últimas duas corridas. A McLaren, que tinha sido a mais rápida durante as etapas anteriores, não mostrou a mesma força em Suzuka, embora tenha colocado seus dois pilotos entre os cinco primeiros. Kimi Raikkonen, somando pontos regularmente, segue em 3º, podendo surpreender caso algum dos líderes tenha problemas. Entre os construtores, o time das bebidas energéticas mantém-se na frente, caminhando para um terceiro triunfo consecutivo, apesar da equipe inglesa não estar tão distante.

Resultados:
Pole: Sebastian Vettel, Red Bull Renault
Melhor Volta: Sebastian Vettel, Red Bull Renault

Corrida
1º) Sebastian Vettel, Red Bull Renault
2º) Felipe Massa, Ferrari
3º) Kamui Kobayashi, Sauber Ferrari
4º) Jenson Button, McLaren Mercedes
5º) Lewis Hamilton, McLaren Mercedes
6º) Kimi Raikkonen, Lotus Renault
7º) Nico Hulkenberg, Force India Mercedes
8º) Pastor Maldonado, Williams Renault
9º) Mark Webber, Red Bull Renault
10º) Daniel Ricciardo, Toro Rosso Ferrari

Classificação

Mundial de Pilotos
1º) Fernando Alonso, 194 pontos
2º) Sebastian Vettel, 190 pontos
3º) Kimi Raikkonen, 157 pontos
4º) Lewis Hamilton, 152 pontos
5º) Mark Webber, 134 pontos
6º) Jenson Button, 131 pontos
7º) Nico Rosberg, 93 pontos
8º) Romain Grosjean, 82 pontos
9º) Felipe Massa, 69 pontos
10º) Sergio Perez, 66 pontos
11º) Kamui Kobayashi, 50 pontos
12º) Paul Di Resta, 44 pontos
13º) Michael Schumacher, 43 pontos
14º) Nico Hulkenberg, 37 pontos
15º) Pastor Maldonado, 33 pontos
16º) Bruno Senna, 25 pontos
17º) Jean-Eric Vergne, 8 pontos
18º) Daniel Ricciardo, 7 pontos

Mundial de Construtores
1º) Red Bull Renault, 324 pontos
2º) McLaren Mercedes, 283 pontos
3º) Ferrari, 263 pontos
4º) Lotus Renault, 239 pontos
5º) Mercedes, 136 pontos
6º) Sauber Ferrari, 116 pontos
7º) Force India Mercedes, 81 pontos
8º) Williams Renault, 58 pontos
9º) Toro Rosso Ferrari, 15 pontos


sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Mudanças significativas agitam o mercado da Fórmula 1

Lewis Hamilton é anunciado pela Mercedes e McLaren contrata Sergio Perez para 2013

Após muitos rumores, possíveis trocas de equipe envolvendo principalmente Lewis Hamilton e Felipe Massa, agitaram nesta semana. Das principais escuderias, apenas a Red Bull havia confirmado a mesma dupla para 2013, sofreram duas grandes mudanças.

Eddie Jordan, atualmente comentarista e ex-chefe da equipe que leva o seu sobrenome, havia afirmado mês em agosto que Hamilton assumiria o lugar de Michael Schumacher na Mercedes, enquanto a McLaren contrataria o mexicano Sergio Perez.

Após a demora na decisão de Schumacher, e a assinatura do Pacto de Concórdia da escuderia alemã, garantindo a permanência na Fórmula 1, serviram para trazer o britânico para o time prateado, que buscava um salário maior que recebia em Woking. Com isso, a Mercedes terá reeditada uma parceria feita nas categorias de base, quando ainda sócia dos ingleses, contou com a dupla Hamilton e Rosberg no kart.

Para a equipe de Ron Dennis, a chegada de Sergio Perez pode estar trazendo um novo patrocinador forte, a empresa de Telmex, comandada por Carlos Slim. Como o contrato com a Vodafone terminará no próximo ano, e a ex-patrocinadora de Benetton e Ferrari não pretende permanecer na Fórmula 1, a gigante latino-americana poderá ocupar espaço significativo nos carros da McLaren. Revelado pela academia de pilotos da Ferrari, o mexicano ganhará uma boa chance na carreira.

Em Maranello, a permanência de Felipe Massa é quase certa, pois os italianos não possuem muitas opções, além do brasileiro e do finlandês Kimi Raikkonen, que certamente seguirá na Lotus, ao lado do francês Romain Grosjean. Fernando Alonso tem contrato com a scuderia até 2016.

Com a saída de “Checo”, a Sauber abre uma vaga que será bem disputada. Com uma campanha razoável na atual temporada, o time suíço será procurado por vários competidores. Um dos cotados é Michael Schumacher.

Outra vaga que será muito disputada é na Williams. Pastor Maldonado e Bruno Senna, titulares, e o finlandês Valteri Bottas, piloto reserva, são os mais cotados para ocuparem os dois lugares de Grove no grid do próximo ano.

domingo, 23 de setembro de 2012

Sebastian Vettel vence em Cingapura

Piloto alemão vence e retorna a vice-liderança do campeonato


Vencendo no limite de duas horas, e com 58 das 61 voltas previstas, a corrida contou com duas intervenções do safety car. A primeira foi quando o indiano Narain Karthikeyan, da Hispania, bateu no muro, e a segunda, após uma batida entre Michael Schuamcher e Jean-Eric Vergne. O francês disputava posição, quando foi abalroado pela Mercedes.


Largando na frente, Lewis Hamilton manteve a liderança, seguido por Vettel e Button. Seguindo com poucas movimentações, as principais alterações na classificação da corrida ocorreram nas entradas dos carros de segurança. Com um problema no câmbio, Hamilton foi o primeiro a abandonar a prova, deixando o atual bicampeão na dianteira. Os dois primeiros mantiveram as posições até a volta final, sem serem ameaçados pelo espanhol Fernando Alonso, 3º colocado.


O destaque positivo foi o escocês Paul Di Resta, que fez uma corrida regular, chegando em 4º lugar, a frente de Nico Rosberg e da dupla da Lotus. Seguindo Schumacher desde a volta inicial, Raikkonen se aproveitou do incidente entre o alemão e Vergne para chegar nos pontos e superar o colega de equipe Romain Grosjean, para pontuar pela primeira vez em Cingapura.


Os brasileiros tiveram uma boa disputa e Felipe Massa conseguiu superar Bruno Senna. O piloto da Ferrari ainda chegou na 8ª posição, e Senna desistiu com problemas no carro. Felipe ainda superou Vergne após a ultrapassagem sobre a Williams.


Mark Webber havia completado a corrida em 10º lugar, mas foi punido com o acréscimo de 20 segundos em seu tempo final de prova, por utilizar a área de escape em uma disputa com o japonês Kamui Kobayashi, não cedendo a posição ao piloto da Sauber, deixando o último ponto para o mexicano Sergio Perez, também do time suíço.


Com o abandono, Lewis Hamilton cai para 4º lugar, superado por Vettel e Raikkonen. Fernando Alonso se mantém na liderança entre os pilotos, mas vê os adversários se aproximando a cada corrida. Por outro lado, o espanhol tem contado com a sorte. Na Itália, Button e a dupla da Red Bull teve problemas, e, em Cingapura, foi a vez de Hamilton ficar pelo caminho. Entre as equipes, o time austríaco ampliou a vantagem para 37 pontos sobre a equipe de Woking, seguidas por Ferrari e Lotus.



Resultados:
Pole: Lewis Hamilton, McLaren Mercedes
Melhor Volta: Nico Hulbenberg, Force India Mercedes

Corrida
1º) Sebastian Vettel, Red Bull Renault
2º) Jenson Button, McLaren Mercedes
3º) Fernando Alonso, Ferrari
4º) Paul Di Resta, Force India Mercedes
5º) Nico Rosberg, Mercedes
6º) Kimi Raikkonen, Lotus Renault
7º) Romain Grosjean, Lotus Renault
8º) Felipe Massa, Ferrari
9º) Daniel Ricciardo, Toro Rosso Ferrari
10º) Sergio Perez, Sauber Ferrari

Classificação

Mundial de Pilotos
1º) Fernando Alonso, 194 pontos
2º) Sebastian Vettel, 165 pontos
3º) Kimi Raikkonen, 149 pontos
4º) Lewis Hamilton, 142 pontos
5º) Mark Webber, 132 pontos
6º) Jenson Button, 119 pontos
7º) Nico Rosberg, 93 pontos
8º) Romain Grosjean, 82 pontos
9º) Sergio Perez, 66 pontos
10º) Felipe Massa, 51 pontos

11º) Paul Di Resta, 44 pontos
12º) Michael Schumacher, 43 pontos
13º) Kamui Kobayashi, 35 pontos

14º) Nico Hulkenberg, 31 pontos
15º) Pastor Maldonado, 29 pontos
16º) Bruno Senna, 25 pontos
17º) Jean-Eric Vergne, 8 pontos
18º) Daniel Ricciardo, 6 pontos

Mundial de Construtores
1º) Red Bull Renault, 297 pontos
2º) McLaren Mercedes, 261 pontos
3º) Ferrari, 245 pontos
4º) Lotus Renault, 231 pontos
5º) Mercedes, 136 pontos
6º) Sauber Ferrari, 101 pontos
7º) Force India Mercedes, 75 pontos
8º) Williams Renault, 54 pontos
9º) Toro Rosso Ferrari, 14 pontos

domingo, 9 de setembro de 2012

Lewis Hamilton vence na Itália

Piloto inglês fatura a primeira em Monza e assume vice-liderança

Largando na primeira fila, a McLaren não teve maiores dificuldades para vencer na pista italiana. Felipe Massa tomou a 2ª posição de Jenson Button na largada, mas foi ultrapassado antes da troca de pneus. Button caminhava para o 2º posto até desistir com problemas no motor, na 32ª volta. A Ferrari também esteve competitiva, mas não conseguiu acompanhar o ritmo da equipe de Woking. Fernando Alonso fez uma corrida boa, superando cinco adversários nas primeiras voltas, e passando Felipe Massa no decorrer da disputa. Os competidores de Maranello cruzaram a linha em 3º e 4º lugar.

O destaque positivo, foi o mexicano Sergio Perez. O piloto da Sauber largou com compostos duros, chegando a liderar a corrida, mas perder a dianteira para Hamilton antes dos boxes. Superando a Lotus de Kimi Raikkonen duas vezes e a dupla da Ferrari, Perez ainda aproveitou-se da desistência de Button para chegar na 2ª colocação, repetindo o resultado da Malásia, enquanto o companheiro de equipe, Kamui Kobayashi, em atuação discreta, terminou com o 9º posto. O finlandês, mesmo com um carro menos competitivo para a veloz pista, ainda chegou em 5º lugar, passando a dupla da Red Bull no mundial de pilotos.

Já o destaque negativo, ficou por conta da líder no mundial de equipes. A Red Bull não andou bem durante o final de semana e ainda viu a McLaren se aproximar na classificação dos construtores. Ambos pilotos pararam por problemas, e Vettel ainda foi punido com uma passagem pelos boxes por fechar Alonso durante uma disputa entre ambos. A Mercedes, com uma estratégia de duas paradas, colocou os dois pilotos entre os sete melhores, com Schumacher em 6º e Nico Rosberg em 7º lugar.

Mesmo fazendo um bom treino, Paul Di Resta não conseguiu andar bem na corrida, mas ainda foi 8º colocado. Bruno Senna fechou a zona de pontuação, terminando em 10º lugar.

Com três vitórias seguidas, o time de Ron Dennis começa a se aproximar da liderança entre equipes e pilotos. Lewis Hamilton assume a vice-liderança, enquanto Jenson Button permanece em 6º. Fernando Alonso, além da boa temporada, vem contando com a sorte. Novamente fez a sua parte, contando com os problemas da Red Bull e de Button. Outro destaque, é Kimi Raikkonen. O finlandês, apesar de ainda não ter vencido na temporada, vem fazendo uma campanha consistente, aparecendo entre os melhores na tabela.

Resultados:
Pole: Lewis Hamilon, McLaren Mercedes
Melhor Volta: Nico Rosberg, Mercedes

Corrida
1º) Lewis Hamilton, McLaren Mercedes
2º) Sergio Perez, Sauber Ferrari
3º) Fernando Alonso, Ferrari
4º) Felipe Massa, Ferrari
5º) Kimi Raikkonen, Lotus Renault
6º) Michael Schumacher, Mercedes
7º) Nico Rosberg, Mercedes
8º) Paul Di Resta, Force India Mercedes
9º) Kamui Kobayashi, Sauber Ferrari
10º) Bruno Senna, Williams Renault

Classificação

Mundial de Pilotos
1º) Fernando Alonso, 179 pontos
2º) Lewis Hamilton, 142 pontos
3º) Kimi Raikkonen, 141 pontos
4º) Sebastian Vettel, 140 pontos
5º) Mark Webber, 132 pontos
6º) Jenson Button, 101 pontos
7º) Nico Rosberg, 83 pontos
8º) Romain Grosjean, 76 pontos
9º) Sergio Perez, 65 pontos
10º) Felipe Massa, 47 pontos
11º) Michael Schumacher, 43 pontos
12º) Kamui Kobayashi, 35 pontos
13º) Paul Di Resta, 32 pontos 
14º) Nico Hulkenberg, 31 pontos
15º) Pastor Maldonado, 29 pontos
16º) Bruno Senna, 25 pontos 
17º) Jean-Eric Vergne, 8 pontos
18º) Daniel Ricciardo, 4 pontos

Mundial de Construtores
1º) Red Bull Renault, 272 pontos
2º) McLaren Mercedes, 243 pontos
3º) Ferrari, 226 pontos
4º) Lotus Renault, 217 pontos
5º) Mercedes, 126 pontos
6º) Sauber Ferrari, 100 pontos
7º) Force India Mercedes, 62 pontos
8º) Williams Renault, 54 pontos
9º) Toro Rosso Ferrari, 12 pontos

domingo, 2 de setembro de 2012

Jenson Button vence na Bélgica

Inglês conquista segunda vitória na temporada e conquista primeira pole pela McLaren

Depois de três anos, Jenson Button voltou a largar na frente, mantendo a liderança após a largada, seguido por Kimi Raikkonen. Na primeira curva, Romain Grosjean não viu Hamilton do lado, tocou na McLaren, e ainda bateu com Alonso, tirando também a Sauber de Sergio Perez, comprometendo a corrida de Kobayashi, também envolvido no incicente. Pastor Maldonado, também envolvido no choque da primeira curva, bateu ao tentar uma ultrapassagem sobre Timo Glock, encerrando mais uma participação em batida.

Depois de algumas voltas na pista, o safety car retornou aos boxes, e Button aproveitou para acelerar e ampliar a vantagem, enquanto Nico Hulkenberg e Michael Schumacher superavam Raikkonen. O finlandês foi um dos primeiros a trocar pneus, mas voltou competitivo, recuperando algumas posições antes das paradas dos adversários. Com duas trocas, ainda conseguiu completar o pódio, atrás de Sebastian Vettel, que conseguiu uma boa corrida de recuperação, com apenas uma passagem pelos pits.

Com boas disputas, Raikkonen, Hulkenberg, Webber e Massa disputaram o 3º lugar até o fim da corrida. Em uma atuação mais combativa, o brasileiro fez ultrapassagens e superou Bruno Senna e o australiano da Red Bull para chegar no 5º posto. A dupla da Mercedes deu mostras de que poderia brigar pelas primeiras posições, mas perdeu bastante ritmo ao longo da prova, e Schumacher chegou apenas na 7ª colocação, enquanto Nico Rosberg sequer pontuou. Outro destaque foi a dupla da Toro Rosso, colocando os dois pilotos entre os nove melhores, com o francês Jean-Eric Vergne a frente do colega Ricciardo. A Force India também levou os dois competidores a zona de pontuação. Paul Di Resta ficou na 10ª posição, e o colega alemão, muito competitivo na corrida, ficou em 4º, próximo de Raikkonen.

Resultados:
Pole: Jenson Button, McLaren Mercedes
Melhor Volta: Bruno Senna, Williams Renault

Corrida
1º) Jenson Button, McLaren Mercedes
2º) Sebastian Vettel, Red Bull Renault
3º) Kimi Raikkonen, Lotus Renault
4º) Nico Hulkenberg, Force India Mercedes
5º) Felipe Massa, Ferrari
6º) Mark Webber, Red Bull Renault
7º) Michael Schumacher, Mercedes
8º) Jean-Eric Vergne, Toro Rosso Ferrari
9º) Daniel Ricciardo, Toro Rosso Ferrari
10º) Paul Di Resta, Force India Mercedes

Classificação

Mundial de Pilotos
1º) Fernando Alonso, 164 pontos
2º) Sebastian Vettel, 140 pontos
3º) Mark Webber, 132 pontos
4º) Kimi Raikkonen, 131 pontos
5º) Lewis Hamilton, 117 pontos
6º) Jenson Button, 101 pontos
7º) Nico Rosberg, 77 pontos
8º) Romain Grosjean, 76 pontos
9º) Sergio Perez, 47 pontos

10º) Michael Schumacher, 35 pontos
11º) Felipe Massa, 35 pontos

12º) Kamui Kobayashi, 33 pontos
13º) Nico Hulkenberg, 31 pontos
14º) Pastor Maldonado, 29 pontos
15º) Paul Di Resta, 28 pontos
16º) Bruno Senna, 24 pontos
17º) Jean-Eric Vergne, 8 pontos
18º) Daniel Ricciardo, 4 pontos

Mundial de Construtores
1º) Red Bull Renault, 272 pontos
2º) McLaren Mercedes, 218 pontos
3º) Lotus Renault, 207 pontos
4º) Ferrari, 199 pontos
5º) Mercedes, 112 pontos
6º) Sauber Ferrari, 80 pontos
7º) Force India Mercedes, 59 pontos
8º) Williams Renault, 53 pontos
9º) Toro Rosso Ferrari, 12 pontos

domingo, 26 de agosto de 2012

Disputa equilibrada

A temporada de 2012 vem fazendo a Fórmula 1 voltar aos bons tempos dos anos de 1980. Nas sete primeiras etapas, sete pilotos de cinco equipes diferentes venceram as corridas, enquanto mais duas colocaram pilotos no pódio.

Red Bull, McLaren, Ferrari, Mercedes e Williams chegaram na frente, e Lotus e Sauber estiveram no pódio. O time de Ron Dennis começou como principal favorito para levar o título, mas passou por uma fase difícil do Bahrein até a Inglaterra, perdendo pontos preciosos e espaço na classificação, tendo que disputar com Ferrari e Lotus a vice-liderança do certame. Com atualizações no carro, Jenson Button e Lewis Hamilton conseguiram ganhar novo gás na briga pelo título. A equipe de Woking venceu na Hungria, mostrando força, mas tem muito a recuperar. Ambos pilotos estão empolgados com os novos ajustes e prometem lutar até o fim. A legendária equipe fundada por Colin Chapman, no lugar da Renault, vem fazendo um campeonato regular, com desempenhos positivos. Depois de dois anos fora da categoria, Kimi Raikkonen e Romain Grosjean vem conseguindo regularmente bons resultados e subindo ao pódio, superando as expectativas. Atual bicampeã, os rubrotaurinos seguem firme na disputa, mas sem a vantagem do ano passado, mas segue liderando entre os construtores, mas ficando para trás entre os competidores. Mesmo iniciando desacreditado o campeonato, os ferraristas apostam as fichas em Fernando Alonso. O espanhol conta com três vitórias e a liderança e fazendo uma campanha muito positiva, enquanto o companheiro de equipe, Felipe Massa, pouco vem fazendo nos dois últimos anos. Nico Rosberg e Pastor Maldonado, aproveitando-se do equilíbrio de forças, marcaram a primeira pole e a primeira vitória, levando vantagem diante dos companheiros de equipe, embora o venezuelano esteja envolvido em diversos incidentes e polêmicas.

Os compostos da Pirelli também estão entre os responsáveis pelas inúmeras disputas ao longo das corridas, devido ao excessivo desgaste com boa parte dos carros. Poucas conseguem ser mais econômicas, como a Sauber, que vem fazendo uma campanha positiva, levando o mexicano Sergio Perez a dois pódios. Até em corridas como Valência, sem muitos pontos de ultrapassagem, vimos várias trocas de posições dentro da pista, sem estratégias de box.

As etapas da Bélgica e da Itália serão decisivas para a disputa pelo título, onde poderemos conhecer quem poderá ficar pelo caminho e quem seguirá com chances de levantar o caneco.

Quanto a dança das cadeiras, apenas a Red Bull definiu que continuará com a mesma dupla. Button e Alonso também estão garantidos até 2016 nas respectivas equipes, enquanto Hamilton e Massa estão próximos da renovação. Raikkonen tem a opção de permanecer na Lotus ou voltar a Maranello, para fazer dupla com o asturiano, mas parece improvável. Na Mercedes, a situação de Rosberg parece definida, enquanto o lugar de Schumacher ainda está indefinido, já que o alemão ainda não definiu se permanece na Fórmula 1. Caso o multicampeão se aposente novamente, o britânico Paul Di Resta é o mais cotado para a vaga, além do colega de Force India, Nico Hulkenberg.

Nas equipes médias e pequenas, algumas mudanças poderão ocorrer nas trocas de cockpit, mas quase nada está definido.