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domingo, 22 de janeiro de 2017

As mudanças na Fórmula 1

A temporada de 2017 não terá apenas a grande mudança nas regras, mas também a retirada de Nico Rosberg logo após o término da temporada 2016 e desaposentadoria antes do início

As mudanças e as movimentações ocorridas na chamada dança das cadeiras, em dezembro e janeiro, foram mais intensas que as negociações de trocas de equipe durante uma temporada, ou na famosa silly season, das famosas especulações e mudanças de time, de pilotos e funcionários de escuderias, principalmente na metade do ano.

A principal delas seria a tranferência do alemão Nico Hulkenberg da emergente Force India para a reingressante Renault, que teve uma temporada difícil, após readquirir a Lotus e voltar para a categoria com time de fábrica. Os franceses não tiveram tempo de desenvolver o carro, com isso somaram apenas oito pontos entre as equipes, ficando na 9ª colocação no campeonato de construtores. Para o lugar de Hulkenberg, os indianos chamaram o francês Esteban Ocon, protegido da Renault e da Mercedes, mas por indicação do time germânico, para fazer companhia ao mexicano Sergio Perez.

Depois de 16 anos na categoria, Jenson Button anunciou a retirada, ficando apenas como piloto de testes da McLaren, time que defende desde 2010. Para o lugar do inglês, o belga Stoffel Vandoorne passará a dividir o time com o espanhol Fernando Alonso. Na Williams, outro estreante, o canadense Lance Stroll, que seria o companheiro de Valtteri Bottas. O brasileiro Felipe Massa havia anunciado em Monza, véspera do Grande Prêmio da Itália, que também deixaria a Fórmula 1 ao término da última temporada, com uma grande homenagem ocorrida no Brasil, quando abandonou a disputa após bater próximo a entrada dos boxes.

Porém, o surpreendente anúncio de Nico Rosberg mexeu no tabuleiro, uma semana após a conquista do título do competidor tedesco, em Abu Dhabi, abrindo uma vaga na melhor equipe da atualidade. Os comandantes das flechas de prata disseram que apenas Kimi Raikkonen e Daniil Kvyat não entraram em contato com a marca das três pontas, mas, desde o início, os principais postulantes eram Pascal Wehrlein e Valtteri Bottas. Com o apoio do bicampeão Mika Hakkinen, que fez história na McLaren-Mercedes, o nórdico levou a melhor, e por possuir resultados satisfatórios, enquanto Wehrlein, apesar de mostrar bom rendimento na Manor, ficou com um lugar na Sauber, que atravessa grande crise.

Com isso, Felipe Massa volta a categoria antes mesmo de sair, enquanto para o time comandado por Frank Williams, um desconto no uso dos motores Mercedes, podendo contar também com Pady Lowe nos quadros do time de Grove, conseguiu aliviar as finanças para seu lado, mas abrindo mão do principal piloto da escuderia.

Para o outro brasileiro, Felipe Nasr, sobrará talvez um lugar como piloto de testes na Williams, ou uma vaga na Manor, que procura investidores para se manter no certame. O 9º lugar do brasileiro pode ter selado o destino do time que somou apenas um ponto ano passado, e deixar o brasiliense sem vaga entre os titulares.

Com carros ainda mais rápidos e com várias mudanças aerodinâmicas e nos pneus, os pilotos certamente voltarão a sentir o desgaste físico das corridas, devido a maior velocidade nas curvas de média e baixa velocidade e o preparo será crucial para este ano.

A Fórmula 1 volta no dia 24 de março, com os treinos livres, e dia 26, com o Grande Prêmio da Asutrália.

Após as reconfirmações, veja como ficaram as equipes.

Mercedes
Motor: Mercedes

Pilotos: Lewis Hamilton (Inglaterra) e Valtteri Bottas (Finlândia)

Red Bull
Motor: Renault (rebatizado como TAG Heuer)

Pilotos: Daniel Ricciardo (Austrália) e Max Verstappen (Holanda)

Ferrari
Motor: Ferrari

Pilotos: Sebastian Vettel (Alemanha) e Kimi Raikkonen (Finlândia)

McLaren
Motor: Honda

Pilotos: Fernando Alonso (Espanha) e Stoffel Vandoorne (Bélgica)

Force India
Motor: Mercedes

Pilotos: Sergio Perez (México) e Esteban Ocon (França)

Williams
Motor: Mercedes

Pilotos: Felipe Massa (Brasil) e Lance Stroll (Canadá)

Renault
Motor: Renault

Pilotos: Nico Hulkenberg (Alemanha) e Jolyon Palmer (Inglaterra)

Toro Rosso
Motor: Renault

Pilotos: Carlos Sainz Junior (Espanha) e Daniil Kvyat (Rússia)

Haas
Motor: Ferrari

Pilotos: Romain Grosjean (França) e Kevin Magnussen (Dinamarca)

Sauber
Motor: Ferrari

Pilotos: Pascal Wehrlein (Alemanha) e Markus Ericsson (Suécia)

Manor (ainda não confirmou os pilotos nem a participação na próxima temporada)

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Fim dos eternos mandatos?

Enfim, o Congresso Nacional propôs um projeto de lei que limita o tempo de gestão dos dirigentes de entidades esportivas, ilimitadas no Brasil.

Federações e Comitês, acostumados com o loteamento e ao feudalismo, em que os cartolas mantém-se por um longo período no comando das instituições, parece que vai acabar. No país, temos inúmeros exemplos. Alguns permanecem há décadas no poder e praticamente nada fazem para modernizar ou melhorar a administração do esporte nacional, além de inúmeros problemas, sem investimentos pontuais e comprometimento profissional, causando descontentamento até de vários atletas, de diversas modalidades, que vem contestando cada vez mais a falta de transparência e interesse coletivo, pensando apenas nas vantagens que o cargo os oferecem.

Esperamos que a nova lei seja cumprida, para acabar com o feudalismo e tenhamos dirigentes mais profissionais e indicados democraticamente.

Texto retirado do colunista esportivo Rodrigo Santos

Informações da assessoria do Senado Federal:

A tendência de dirigentes de entidades desportivas ficarem décadas em seus cargos pode estar com os dias contados. A Comissão de Educação, Cultura e Esporte do Senado (CE) aprovou, nesta terça-feira (3), o Projeto de Lei do Senado (PLS) 253/2012, que cria normas para fixar regras de reeleição e de duração dos mandatos dos dirigentes de entidades desportivas.

A proposta, do senador Cássio Cunha Lima (PSDB-PB), determina, por exemplo, que os dirigentes das entidades de administração do esporte podem ser reeleitos, mas que tal hipótese se realizaria uma única vez, e que cada mandato não pode ser superior a quatro anos.

A relatora, senadora Lídice da Mata (PSB-BA), apresentou relatório pela aprovação do projeto. Mesmo ausente, por estar em missão oficial, a relatora pediu que o senador Cristovam Buarque (PDT-DF) fosse designado relator ad hoc para que o projeto não deixasse de ser apreciado nesta terça-feira.

De acordo com a relatora, a proposta “efetivamente aperfeiçoa a disciplina legal do funcionamento das entidades de direção do esporte em nosso País, e corresponde à sua necessária dimensão democrática”. Lídice aponta que o projeto atende “tanto ao princípio republicano, ao estipular limites ao mandato e restrições à elegibilidade de parentes, como também à transparência que deve reger o funcionamento dessas instituições, que, embora privadas, exercem funções que parecem indubitavelmente eivadas de um múnus público”.

De acordo com a proposta, ficam ainda proibidas as eleições de cônjuges e parentes consanguíneos ou afins, até o segundo grau ou por adoção, do dirigente eleito para o mandato com exercício imediatamente anterior às eleições.

Após a aprovação da proposta, o autor celebrou o resultado, agradecendo ao presidente da comissão, senador Cyro Miranda (PSDB-GO). Cássio Cunha Lima disse que o projeto atende a um reclamo da sociedade brasileira, principalmente da comunidade desportiva, evitando que federações passem 40 anos sob o mesmo comando.

- A matéria segue agora para a Câmara dos Deputados e lá tenho certeza de que os representantes do povo brasileiro deverão apreciar com a presteza e a diligência necessárias – disse o autor.

O senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) também comemorou a aprovação do projeto e afirmou que é preciso ter coragem para desbaratar a “caixa preta” da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Ranfolfe comparou a CBF com o Escritório Central de Arrecadação e Distribuição (ECAD), responsável pela arrecadação de direitos autorais.

Para Randolfe, Cássio Cunha Lima começou a tentar resolver o problema da corrupção que existe nas federações esportivas, principalmente, no futebol.

- Se, em relação ao Ecad, nós conseguimos ainda colocar a mão para desbaratar a caixa preta que lá está, no que tange à CBF nós não conseguimos. Esta, tentou-se de várias formas, mas é uma caixa preta blindada de tudo quanto é jeito – afirmou.


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segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Presidente cubano limita tempo de dirigentes no poder

Partido Comunista Cubano cria decreto que limita a 10 anos o tempo de permanência nos cargos de entidades esportivas

Visando promover quadros mais jovens no governo, a única agremiação partidária na política cubana aprovou um projeto limitando o tempo de permanência na administração, como forma de renovar os quadros esportivos no país da América Central. O presidente Raúl Castro disse que a medida vale para todos os cargos políticos, inclusive a presidência.

Um bom exemplo a ser aplicado no Brasil, com dirigentes esportivos perpetuando-se no poder em federações e agremiações esportivas, tornando-as extensão de interesses pessoais e tirando a possibilidade de renovação. Nas federações e fundações de controle do esporte nacional, nossos dirigentes vêm se mantendo a décadas, impedindo uma renovação no modelo de gestão esportiva, mais democrático e com maior participação popular.

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domingo, 21 de novembro de 2010

Erros de arbitragem

Que a arbitragem do futebol sempre foi motivo de discussões e polêmicas, isso ninguém duvida. Esporte movido pela paixão e envolvendo inúmeros interesses, políticos, sociais e econômicos, principalmente. Transferências de atletas, questões financeiras, disputas de bastidores, contratações caríssimas, altos investimentos, dentro e fora dos gramados.

As falhas têm sido cada vez mais discutíveis, até mesmo pelo avanço dos recursos tecnológicos, oferecem ao espectador a chance de analisar com mais tempo os acertos e erros dos juízes, que ao contrário, não contam com esses mecanismos quando exercem uma das profissões mais complicadas.

Também tenho minhas preferências, sou torcedor de Avaí e Palmeiras. O Avaí, da mesma forma que em alguns casos já foi beneficiado, também foi vítima. O Palmeiras, idem. Mas a agremiação do Palestra Itália, quando perde, faz reclamações duríssimas. E quando é beneficiado, por que não admite? Em outras ocasiões, a equipe palestrina também foi beneficiada por erros de arbitragem, como no jogo contra o Grêmio, em 2004, e contra o Cruzeiro, em 2009.




Aos 2 minutos, no primeiro gol do Palmeiras

Quanto ao Corinthians, são inúmeros, principalmente em favor da equipe do Parque São Jorge. Um que passa despercebido, é em 1998, quando Javir Castrilli deu dois pênaltis, ambos irregulares, a favor dos corintianos, prejudicando a Portuguesa.



Neste ano, contra o Guarani, o Corinthians foi prejudicado. No duelo com o São Paulo, pelo brasileiro do ano passado, um erro tirou a vitória alvi-negra contra os tricolores. Por outro lado, a agremiação corintiana é o principal alvo de discussões quando o tema é arbitragem, em razão das falhas em favor do time paulista.

O jogo mais discutido nos últimos dias, foi Corinthians e Cruzeiro, marcado por lances polêmicos. As reclamações por parte dos cruzeirenses aumentou ainda mais as discussões em torno da atuação da arbitragem. Andrés Sanchez, dirigente do alvi-negro, disse que já foi beneficiado e prejudicado, enquanto Perrela, do clube celeste, chamou Sandro Meira Ricci de picareta.





Corinthians 1 x 0 Cruzeiro: Campeonato Brasileiro (Série A - 2010)

Conclusões do blogueiro: O pênalti do Corinthians, normal. O jogador cruzeirense atropelou Ronaldo. Do Cruzeiro: O lance em Thiago Ribeiro, a 1:02, no vídeo, não foi, ele sequer tocou com o goleiro Julio César. No segundo lance, também em Thiago Ribeiro, aos 4:47, no vídeo, discutível. Fora isso, muitos erros de impedimento contra a equipe celeste.

Futebol, além de esporte, também é um negócio, envolvendo cifras milionárias, contratos altíssimos com atletas, patrocínios, publicidade, verbas televisivas para os clubes, nos quais, os de maior expressividade, em especial os do eixo Rio-São Paulo ficam com a maior parte do bolo.

domingo, 11 de julho de 2010

Capitanias hereditárias

Existe alguma lei que rege as entidades esportivas?

Como, em um estado democrático de direito (na teoria), uma pessoa pode permanecer tanto tempo a frente de um órgão que cuida do esporte brasileiro, como por exemplo, federações futebolísticas, comitês olímpicos?

Apenas uma pessoa tem aptidão para exercer cargos e se perpetuarem no poder, sendo eleitas sem adversários, e, como são feitas essas eleições?

São perguntas que não querem calar eu e muitas pessoas. De acordo com a Constituição de 1988, intitulada como a mais democrática, prega a pluralidade de ideias, liberdade de crença e expressão, democracia, entre tantos outros pontos, que em tese, ótimo, mas na prática, não funciona bem assim.

Não vou me extender no assunto, ficarei apenas no futebol, na qual o poder da Confederação Brasileira de Futebol e de muitas das federações estaduais, se não todas, ficam em poder de uma pessoa por um longo tempo, indo na contramão do que prevê nossa carta magna, enfraquecendo o sistema democrático, a pluralidade de ideias.

Na CBF, Ricardo Teixeira está desde 1989 como o presidente, isto é, 21 anos no poder. Em Santa Catarina, o ex-deputado Delfim de Pádua Peixoto Filho, está desde 1985, mais tempo, 25 anos. Delfim foi parlamentar pelo antigo MDB, partido de oposição ao regime militar, entre 1971 e 1982. Oriundo de uma agremiação que pregava a democracia, deveria saber melhor do assunto. As entidades tornaram-se feudos, capitanias hereditárias nas mãos de uma pessoa, sem qualquer alternância, criando um círculo vicioso de poder.

Em Santa Catarina, o futebol local tem uma série de mudanças de regulamento. Desde a gestão do ex-parlamentar, o formato de disputa foi o mesmo apenas em 2005 e 2006, e em 2007 e 2008. Nas outras temporadas, sempre ocorreram algum tipo de mudança na fórmula do torneio. Além disso, os conflitos com torcedores e atitudes arbitrárias contra torcedores, atitudes anti-democráticas, proibindo manifestações pacíficas. Nós das arquibancadas podemos cometer nossos excessos, mas os excessos lá de cima são maiores.

Não seria hora de criar um estatuto visando uma escolha mais transparente para os representantes dessas entidades, dando a chance de renovação e estipulando uma duração de mandato?

domingo, 31 de maio de 2009

FIFA divulga as cidades-sede da Copa de 2014

Florianópolis ficou de fora da escolha

Em Nassau, os Bahamas, a FIFA anunciou as 12 cidades-sede para a Copa do Mundo de 2014. Florianópolis, que estava entre as 17 candidatas, ficou fora.

Cidades escolhidas como sede e os projetos de estádios das sedes da Copa de 2014:

Belo Horizonte (Minas Gerais)
Estádio: Mineirão

Brasília (Distrito Federal)
Estádio: Estádio Nacional de Brasília

Cuiabá (Mato Grosso)
Estádio: Verdão

Curitiba (Paraná)
Estádio: Arena da Baixada

Fortaleza (Ceará)
Estádio: Castelão

Manaus (Amazonas)
Estádio: Vivaldão

Natal (Rio Grande do Norte)
Estádio: Cidade das Dunas

Porto Alegre (Rio Grande do Sul)
Estádio: Arena do Beira-Rio

Recife (Pernambuco)
Estádio: Cidade-Copa

Rio de Janeiro (Rio de Janeiro)
Estádio: Maracanã

Salvador (Bahia)
Estádio: Fonte Nova

São Paulo (São Paulo)
Estádio: Morumbi

Fonte: Terra
Para ler a notícia no site Terra, clique aqui.

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Campeonatos Estaduais

A uma semana do início do Brasileiro das Séries A e B, o futebol pelo Brasil conheceu mais campeões estaduais.

São Paulo
Após vencer o jogo de ida por 3 a 1, o Corinthians empatou em 1 a 1 com o Santos no Pacaembu e assegurou invicto a 26ª conquista estadual.

Rio de Janeiro
Pelo terceiro ano consecutivo o Flamengo superou o Botafogo, nos pênaltis, após empate em 2 a 2 nas duas partidas e passa a ser o clube com maior número de títulos cariocas, 31 contra 30 do Fluminense.

Minas Gerais
Depois de golear o Atlético-MG por 5 a 0, o Cruzeiro assegurou de forma invicta a conquista com o empate em 1 x 1, ganhando pela 35ª vez.

Paraná
Pela 21ª vez, o Atlético-PR levou a vantagem de jogar todas as partidas do octogonal final em seu estádio, além de começar com 2 pontos de bonificação. O vice-campeão foi o J. Malucelli, futuro Corinthians Paranaense, e o Coritiba, que também completa 100 anos, ficou em 3º lugar.

Bahia
Jogando em casa, o Vitória, que havia superado o Bahia por 2 a 1 na primeira partida, levantou o caneco ao empatar por 2 a 2 o jogo decisivo.

Goiás
O Goiás chegou a mais um título com a vitória de 2 a 0 sobre o Atlético-GO, que venceu por 2 a 1 o primeiro duelo entre as equipes.

Santa Catarina
Mesmo saindo atrás no marcador, o Avaí, que havia perido para a Chapecoense por 3 a 1 na semana passada, devolveu o placar do jogo anterior, e na prorrogação, fez 3 a 0 ainda nos primeiros 15 minutos, assegurando o 14º título estadual.

Ceará
A equipe do Fortaleza chegou ao título com o empate em 2 a 2 contra o Ceará, já que havia vencido o primeiro duelo por 2 a 1, na semana passada.

Além de Cruzeiro e Corinthians, o Sport, em Pernambuco, e o Internacional, no Rio Grande do Sul, sagraram-se campeões sem derrotas, além de faturarem de forma antecipada os estaduais que disputaram.

Parabéns aos campeões estaduais, e no próximo fim-de-semana teremos o início das Séries A e B do Brasileiro.

Minhas apostas de momento

- Favoritos ao título:
Corinthians, Cruzeiro e Internacional

- Lutam por uma vaga na Taça Libertadores e Copa Sul-Americana:
Palmeiras, Flamengo, São Paulo, Grêmio e Sport

- Lutam por uma vaga na Copa Sul-Americana:
Botafogo, Atlético-PR, Coritiba, Vitória, Santos, Fluminense, Goiás e Atlético-MG

- Lutam contra o Rebaixamento:
Avaí, Náutico, Santo André e Barueri

Observação: Como acompanhei apenas jogos de Avaí, Palmeiras e Corinthians, as outras equipes estou apontando no chutômetro, com base nos resultados apresentados.

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Ayrton Senna

Neste 1º de maio, Dia do trabalhador, faz 15 anos que Ayrton Senna faleceu, quando liderava a corrida disputada em Ímola.

Campeão mundial em 1988, 1990 e 1991, todos pela McLaren, equipada com os motores Honda, Senna começou aos quatro anos, quando recebeu do pai um carrinho de presente.

Em 1973, começou a competir no kart, permanecendo por sete anos, na qual disputou campeonatos paulista, brasileiro, sul-americano e mundial.
Na Europa, foi campeão de Fórmula Ford 1600 em 1982, e de Fórmula 3 Inglesa no ano seguinte, e treinou pela primeira vez um carro de Fórmula 1, o Williams de Keke Rosberg, e depois de ser disputado por McLaren, Brabham e pela própria equipe de Frank Williams, assinou com a Toleman para 1984.

Disputando a categoria mais famosa do automobilismo mundial, marcou o primeiro ponto com o 6º lugar na corrida realizada em Kyalami, na África do Sul. E foi em Mônaco, que Senna começou a impressionar o mundo da Fórmula 1. Largando na 13ª colocação, passou diversos pilotos, dentre eles o campeão da temporada, Niki Lauda, e não venceua disputa porque os comissários interromperam a corrida na 31ª volta, quando o brasileiro iria passar o francês Alain Prost, então líder da disputa. De contrato com o Lotus para 1985, terminou o campeonato na 9ª colocação, com 13 pontos com mais dois pódios, sendo 3º na Inglaterra, em Brands Hatch, e em Portugal, Estoril.

A temporada de 1985 trouxe as primeiras vitórias e poles de Senna. Sob a forte chuva em Estoril, segunda etapa do ano, o brasileiro saiu na frente e manteve-se a liderança durante toda a corrida. Na Bélgica, também com chuva em parte da corrida, conseguiu mais um triunfo. Quarto colocado com 38 pontos, consolidou-se como primeiro piloto da equipe Lotus para o ano seguinte, após a saída de Elio de Angelis, substituindo Nelson Piquet na Brabham.

Primeiro piloto na equipe de Peter Warr, Senna travou durante o ano de 1986 grandes duelos nas pistas com Nelson Piquet, Nigel Mansell, Alain Prost e Keke Rosberg. Elio de Angelis, colega do brasileiro na temporada anterior, faleceu nos treinos particulares na pista de Paul Ricard, na semana seguinte ao Grande Prêmio de Mônaco. Na Hungria, um duelo espetacular entre os pilotos brasileiros terminou em uma memorável ultrapassagem de Piquet sobre Senna na primeira curva.



Em 1987, Senna venceu a primeira das cinco corridas nas ruas do Principado, na qual se tornou Mister Mônaco. Com mais duas vitórias, terminou em 3º lugar, superado apenas por Nelson Piquet, campeão da temporada, e Nigel Mansell. No Grande Prêmio da Itália, disputado em Monza, a McLaren anunciou Ayrton Senna como o novo companheiro de Alain Prost.

Dominada pelo conjunto McLaren Honda, Senna e Prost sobraram em 1988, com oito vitórias do brasileiro contra sete do francês, somente o austríaco Gerhard Berger, da Ferrari, foi pole na Inglaterra e venceu em Monza. Foi o primeiro título mundial do brasileiro.

O ano seguinte foi muito conturbado para Senna. Defendendo o título mundial, enfrentou problemas de relacionamento com Alain Prost durante a temporada e com o presidente da FIA Jean-Marie Balestre, quase cassando a licença do brasileiro. Vice campeão, venceu seis corridas e marcou a pole em 13 ocasiões.

Passadas as polêmicas, Senna voltou a ser campeão e passou a ter Gerhard Berger como companheiro em 1990, que substituiu Prost, na McLaren, enquanto o francês ocupou o lugar do austríaco na Ferrari. Com mais uma manobra polêmica, no Japão, Senna devolveu a derrota de 1989 e trouxe para o Brasil mais um título.

Vencendo e marcando a pole nas quatro primeiras etapas, Senna parecia caminhar tranquilamente para o tricampeonato em 1991, mas a partir do Canadá, a Williams, com Nigel Mansell e Riccardo Patrese reagiu e tornou a disputa difícil. Mesmo com um equipamento inferior ao conjunto Williams Renault, Ayrton Senna e a McLaren conseguiram os títulos de pilotos e equipes. A temporada marcou a despedida de Nelson Piquet na categoria. Correndo pela Benetton, o tricampeão terminou o campeonato em 6º lugar com 26,5 pontos, além da estreia de dois futuros campeões, o finlandês Mika Hakkinen e o alemão Michael Schumacher.

Com o aprimoramento da suspensão ativa, aliado ao controle de tração e a potência dos motores Renault, a Williams deu a Nigel Mansell o único título do inglês na Fórmula 1. Ayrton Senna classificou os carros de Frank Williams como “de outro mundo”, tamanha a superioridade. Mesmo sendo o pior ano do brasileiro correndo pela McLaren, Senna teve uma vitória memorável em Mônaco, segurando a pressão de Mansell nas voltas finais e garantindo a 5ª vitória no Principado.

Depois de um ano fora das pistas, o francês Alain Prost despediu-se da Fórmula 1 conquistando o tetracampeonato no Grande Prêmio de Portugal, faltando duas etapas para o fim da disputa. Substituto de Nigel Mansell, Prost não teve vida fácil nas primeiras corridas. Em Donington Park, Senna superou quatro adversários na primeira volta para assumir a liderança e vencer a corrida. Michael Schumacher, com o crescimento da Benetton, também apresentou bom desempenho. Além das despedidas de Alain Prost e Riccardo Patrese da Fórmula 1, a temporada marcou também a última vitória na categoria e a despedida do brasileiro pela McLaren.



Em 1994, após esperar dois anos, Senna finalmente conseguiu assinar contrato com a Williams. Mas as coisas não aconteceram conforme o esperado. Apesar do favoritismo, o novo carro não contava com os dispositivos eletrônicos, e não tinha a mesma competitividade. Na corrida de abertura, no Brasil, a expectativa da torcida era grande, e Senna conseguiu a pole mesmo com um carro inferior ao Benetton de Schumacher, mas abandonou a corrida após rodar, quando era 2º colocado. Em Aida, envolveu-se em incidente logo na primeira curva, abandonando a disputa.

Precisando recuperar a desvantagem para Michael Schumacher, Senna conseguiu a terceira pole. Mas foi um final de semana para esquecer. Acidente com Rubens Barrichello na sexta, morte do austríaco Rolando Ratzenberger no sábado, e um domingo trágico para muitos brasileiros. Ao chegar na curva Tamburello, a barra de direção do Williams de Senna quebrou e o brasileiro nada pode fazer, tendo sua morte anunciada horas depois pelo Hospital de Bologna, na Itália.


A campanha de Ayrton Senna na Fórmula 1:
1984: Toleman Hart, 9º lugar, com 13 pontos;
1985: Lotus Renault, 4º lugar, com 38 pontos, 7 poles, 2 vitórias;
1986: Lotus Renault, 4º lugar, com 55 pontos, 8 poles, 2 vitórias;
1987: Lotus Honda, 3º lugar, com 57 pontos, 1 pole, 2 vitórias;
1988: McLaren Honda, Campeão, com 90 pontos*, 13 poles, 8 vitórias;
1989: McLaren Honda, Vice-Campeão, com 60 pontos, 13 poles, 6 vitórias;
1990: McLaren Honda, Campeão, com 78 pontos, 10 poles, 6 vitórias;
1991: McLaren Honda, Campeão, com 96 pontos, 8 poles, 7 vitórias;
1992: McLaren Honda, 4º lugar, com 50 pontos, 1 pole, 3 vitórias;
1993: McLaren Ford, Vice-Campeão, com 73 pontos, 1 pole, 5 vitórias;
1994: Williams Renault, 3 poles;
* Ayrton Senna somou 94 pontos, mas o piloto contava com os 11 melhores resultados, de acordo com a regra dos descartes.

Os números de Ayrton Senna:
Temporadas: 11
Títulos Mundiais: 3
Pontos: 610
Poles: 65
Vitórias: 41

Artigo sobre Ayrton Senna na Wikipédia: Clique Aqui.
Galeria de fotos do Ayrton Senna no site Grande Prêmio, do IG, Clique Aqui.