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terça-feira, 14 de setembro de 2010

Lançamento do documentário Impasse

Produzido pelos jornalistas Fernando Evangelista e Juliana Kroeger, documentário produzido pela Doc Dois resume as manifestações ocorridas nos meses de maio e junho, deste ano, quando a prefeitura aumentou os preços dos ônibus de Florianópolis, causando uma série de protestos, na maioria estudantes, alguns pacíficos e outros marcados por atos violentos de alguns policiais, como a invasão à Udesc, no dia 31 de maio.


DOCUMENTÁRIO IMPASSE

"As manifestações contra o aumento da tarifa e o debate sobre o transporte coletivo em Florianópolis".

Estreia: 16 de setembro (19h30)
Local: Auditório da Reitoria da Universidade Federal de Santa Catarina
Mais informações: http://www.impasse.com.br/
Realização: Doc Dois Comunicação

Trailer



Leia Mais:

Sambaqui na Rede: Impasse

Tijoladas do Mosquito: Imperdível – IMPASSE – Documentário sobre a luta dos transportes em Florianópolis – Amanhã 19:30 h na UFSC – Campus Trindade

Sujando os sapatos: Assista o trailer do Impasse, um documentário sobre o transporte coletivo de Floripa

Cañas na Fita: Documentário Impasse

Diego Wendhausen Passos: Vergonha em Florianópolis

Diego Wendhausen Passos: Mais um aumento nas tarifas de transporte

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Vergonha em Florianópolis

Manifestantes sofrem com a repressão

Em pleno estado democrático de direito (na teoria), diversos manifestantes são presos por reivindicarem por direitos garantidos por lei. Jornalistas e estudantes agredidos e presos, prefeitura omissa. Depois do último aumento no transporte de ônibus, o mais caro do país, os manifestantes foram às ruas pedir a revogação, além do passe livre para os estudantes.

Enquanto nossos militantes agem de forma criativa e de forma idealista, cobrando uma atitude das autoridades, policiais reprimem de forma violenta, parecendo estado de ditadura, chegando, no último dia 31 de maio, a invadir o campus da Univerdade do Estado de Santa Catarina, UDESC.

Uma vergonha. Nós, que estamos no direito de cobrar um preço mais acesível, além de um atendimento digno do (des)serviço do transporte coletivo, sofrem justamente da polícia, que deveria proteger as manifestações. Não podemos mais reclamar da falta de qualidade e dos elevados preços das tarifas de ônibus?

A polícia, duramente criticada no combate aos crimes, vem agindo de forma diferente na repressão aos movimentos sociais, enquanto os estudantes, apesar de alguns deslises (poucos, é claro), vem dando uma aula de como fazer um protesto, utilizando da criatividade, e não da violência. Parabéns aos nossos estudantes. Apoio as manifestações, pois temos direito de cobrar condições dignas, ainda mais por estarmos pagando um preço, e bem elevado, pelo péssimo serviço prestado à população, principalmente no transporte de ônibus da cidade.

Como não tenho acompanhado muito, até por trabalhar em Campinas, São José, vi de perto apenas ontem as movimentações.

Os blogs Sambaqui na Rede, de Celso Martins, e Escandiuzzi, de Fabrício Escandiuzzi, correspondente do Terra, em Florianópolis, vêm fazendo uma cobertura ampla desde o início das manifestações. Fernando Evangelista, orientador em meu Trabalho de Conclusão de Curso, e Juliana Kroeger, nas edições de vídeos, e Hans Denis, fotógrafo, também aparecem com bastante destaque no trabalho. O trabalho desses profissionais são minhas principais referências.

Leia mais:

Escandiuzzi

A encenação

E agora, companheiro?

"Catraca"

Tapa na cara

PM Paz e Amor?

Paz e Amor

Protesto

R$ 2,95 é o ...

Os estudantes e a PM

Estudantes e o descaso da prefeitura

O Hit da Catraca

Floripa: Capital da Inovação ou da Esculhambação?

Sambaqui na Rede

Invasão Militar

VIDEO DE KAREM KILIM

Invasão na UDESC choca a comunidade acadêmica

Invasão Militar na UDESC

PM invade UDESC e prende estudantes

Estudantes e militantes nas ruas da cidade

Estudantes contra o aumento

IPM apura ação policial

Ato Contra o Aumento da Tarifa

Quem não pula, quer tarifa

Estudantes querem direito de ir e vir

Estudantes lideram manifestações contra aumento das passagens

Protesto contra o aumento

Outras fontes:

Acompanhe as manifestações dos estudantes

Frente Única pelo Transporte Público Floripa

Wiki de organização da Frente de Luta pelo Transporte

CMI-Florianópolis

Tarifa Zero

ClicRBS-Na Rua

Sarcástico

domingo, 9 de maio de 2010

Mais um aumento nas tarifas de transporte

Como acontece com frequência, passagens de ônibus aumentam, mas a qualidade continua deixando a desejar

Como é de costume, vem mais uma alteração nas tarifas de ônibus da capital, claro que prejudiciais ao usuário do sistema. A (des)integração do nosso (des)serviço prestado é coisa de outro mundo. As pessoas sem cartão magnético, pagam toda vez que entram na condução, e a preço mais alto, desde a implantação do sistema "integrado" de transporte.

O primeiro ponto é as diferenças de preço. Antes a R$ 2,20, em cartão, e R$ 2,80, em dinheiro, sem direito a integração às pessoas que pagam em dinheiro. Agora, pagaremos R$ 2,38, em cartão, e R$ 2,95, em dinheiro. Outros pontos contraditórios são a falta de integração com as linhas de outros municípios da região (São José, Palhoça, Biguaçu, Governador Celso Ramos, São Pedro de Alcântara e Águas Mornas), e com os Executivos, os populares amarelinhos.

Além disso, o negócio foi mal planejado desde o início. Um dos problemas mais críticos, são as chegadas e saídas dos itinerários dentro dos Terminais de "Integração". Enquanto as linhas que chegam nos terminais de bairro chegam, algumas saem, e o usuário, por questão até de segundos, muitas vezes espera entre 15 a 45 minutos pelo próximo horário. Sem esquecer também a falta de manutenção e renovação nos equipamentos.

Por fim, mais uma vez quero salientar sobre a pesquisa de qualidade realizada em 2008, por alunos na UFSC. Respondi ao questionário enquanto esperava por um ônibus no Terminal da Trindade (NÃO USO TERMOS TICEN, TITRI, CONSIDERO A PRÁTICA, E ESSE SISTEMA É TOTALMENTE DESINTEGRADO), na qual dei nota um (1,0), para não dar ZERO. Minha principal reclamação foi a falta de integração nos horários. Até hoje, não soube dos resultados da pesquisa, do que as pessoas pensam sobre o serviço de transporte na região, passados quase dois anos da realização da mesma.

Se os empresários do transporte coletivo reclamam tanto dos prejuízos, por que não deixar o serviço e procurar algo mais rentável, ao invés de prestar desserviços a população, justamente as pessoas que sustentam uma classe que não está nem aí para as pessoas.

Leia mais:

Diego Wendhausen Passos
Florianópolis é a capital com a tarifa de ônibus mais cara do país

Clic RBS
Ônibus mais caro em Florianópolis
(EU QUERO NOVIDADES ... E BOAS, DE PREFERÊNCIA)

Tijoladas do Mosquito
Fim do mundo News – O prefeito Dário Berger vai aumentar a passagem de ônibus – Vamos aumentar o lucro de empresários e ainda manter empregos de cobradores que passam o dia todo brincando de caixa de Banco do Brasil e tratando mal os passageiros – Vão se ferrar!

Fabrício Escandiuzzi
Floripa: Capital da Inovação ou da Esculhambação?

Sambaqui na Rede - Celso Martins
ESTUDANTES LIDERAM MANIFESTAÇÕES CONTRA AUMENTO DAS PASSAGENS

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Vice-prefeito defende redução nos horários de ônibus

João Batista Nunes defende redução dos horários de ônibus

Se era ruim, a tendência é piorar. O vice-prefeto e secretário de transportes disse que pode parecer incoerente, mas frisa que a prioridade do trânsito na cidade é o transporte coletivo.

A empresa Transol, por exemplo, teve 36 linhas com maiores intervalos nas saídas e nas chegadas. Para João Batista, o principal motivo é o excesso de horários com baixa demanda, elevando o custo da tarifa.

Transol teve redução de horários em 36 linhas
Foto: Diego Redel (Clic RBS)

Segundo o vice-prefeito, a ideia é fazer um raio-x do trânsito na cidade, e completa: "Não podemos colocar um ônibus na rua para atender cinco ou 10 pessoas, pois quem paga por isso somos todos nós. Estamos tentando equacionar o valor da tarifa, por isso, também sugiro que se discuta o verdadeiro papel do cobrador. Acho errado o usuário ter de pagar duas vezes pela mesma coisa: pelo funcionário do ônibus e pelo sistema eletrônico que existe nos veículos".

A pergunta que fica no ar:
Por que a prefeitura não disponibiliza de mais frotas de ônibus nos horários de pico, tendo em vista que muitos dos itinerários chegam a ter superlotação?

Fontes:
Clic RBS
(Vice-prefeito defende novos horários de ônibus em Florianópolis e questiona papel do cobrador)
Tijoladas do Mosquito
(João Batista apoia a redução de horários da porcaria dos ônibus de Florianópolis)

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Florianópolis é a capital com a tarifa de ônibus mais cara do país

Com uma passagem de ônibus absurdo e um sistema de transporte deficiente, nossa cidade para a tarifa mais cara dentre as capitais brasileiras. Com um sistema (des)integrado, na contra mão das propagandas que aparecem na mídia.

A propaganda enganosa que fizeram neste ano, utilizando e enganando o ator da Rede Globo, Sérgio Lordoza, gerou inúmeras revoltas da população no município. Ano passado respondi a um questionário, realizado por alunos da UFSC, em relação ao transporte coletivo da cidade, mas até hoje não vi os resultados do mesmo. Certamente não foram positivos. Se o serviço fosse bem avaliado, eles (os empresários do transporte coletivo) divulgariam na mídia, como se estivesse tudo bem.


Propaganda enganosa
Foto retirada do Blog Tijoladas do Mosquito

Outro fator interessante é a diferença nos valores das passagens. Quem possui cartão, paga R$ 2,20, com direito a integrar pelo período de uma hora, enquanto aqueles que utilizam dinheiro, precisam desembolsar R$ 2,80 a cada passagem pela catraca. Vai totalmente fora do contexto lógico de um sistema que dizem ser integrado.

Veja as tarifas das capitais brasileiras

Retirado do Correio da Bahia

Pela ordem: Cidade, tarifa, último reajuste e previsão de reajuste

Florianópolis (SC): R$ 2,80 - ago/09 - sem previsão
Campo Grande (MS): R$ 2,50 - abr/09 - sem previsão
Belo Horizonte (MG): R$ 2,30 - fev/09 - fev/10
Cuiabá (MT): R$ 2,30 - jul/09 - sem previsão
Porto Velho (RO): R$ 2,30 - fev/09 - sem previsão
Porto Alegre (RS): R$ 2,30 - fev/09 - fev/10
São Paulo (SP): R$ 2,30 - nov/06 - jan/2010
Manaus (AM): R$ 2,25 - ago/09 - sem previsão
Salvador (BA): R$ 2,20 - jan/09 - sem previsão
Goiânia (GO): R$ 2,20 - abr/09 abril ou maio/2010
Curitiba (PR): R$ 2,20 - jan/09 - sem previsão
Rio de Janeiro (RJ)*: R$ 2,20 - dez/07 - sem previsão
Maceió (AL): R$ 2,00 - jan/09 - sem previsão
Brasília (DF): R$ 2,00 - dez/06 - sem previsão
Natal (RN): R$ 2,00 - set/09 - sem previsão
Boa Vista (RR): R$ 2,00 - jun/09 - sem previsão
Palmas (TO): R$ 2,00 - mai/09 - sem previsão
Macapá (AP): R$ 1,95 - jul/08 - sem previsão
Aracaju (SE): R$ 1,95 - fev/09 - sem previsão
Rio Branco (AC): R$ 1,90 - jul/09 - sem previsão
Vitória (ES): R$ 1,85 - jan/09 - jan/10
Recife (PE)*: R$ 1,85 - jan/09 - geralmente é anual, mas não há data
Fortaleza (CE): R$ 1,80 - mai/09 - sem previsão
João Pessoa (PB)**: R$ 1,80 - jan/09 - sem previsão
Teresina (PI): R$ 1,75 - jan/09 - sem previsão
Belém (PA): R$ 1,70 - set/08 - sem previsão
São Luís (MA): R$ 1,60 - jul/04 - sem previsão
* Tarifa para 80% da frota
** Ônibus convencional, sem ar condicionado
Fonte: prefeituras

Leia também:
Clic RBS
Correio da Bahia
Tijoladas do Mosquito - SETUF (Pesquisa Ibope)
Tijoladas do Mosquito - A realidade do transporte coletivo em Florianópolis

terça-feira, 30 de junho de 2009

Greve de ônibus em Florianópolis

Segunda greve em 30 dias

Pela segunda vez neste ano, a primeira havia acontecido mês passado, e durou dias 19 e 20, deixando muitas pessoas sem meio de transporte.

Nosso sistema é complicado, tarifa elevada, serviço de má qualidade, falta de integração entre as linhas alimentadoras. Perdi a conta de quantas vezes perdi ônibus por questão de segundos, tanto do Bairro para o Centro, como o inverso.

Além disso, a prefeitura não assume o serviço, deixando nas mãos dos empresários, onde algumas empresas detém a exclusividade da concessão dividas por regiões. A Transol, fica com as regiões da Lagoa da Conceição, Santo Antônio de Lisboa, Pantanal, Saco dos Limões, Itacorubi e Santa Mônica, a Canasvieiras, Norte da Ilha, a Estrela, com o Continente, a Insular, antiga Ribeironense, o Sul da Ilha, e a Biguaçu, com São José e Biguaçu. Não existe concorrência, um oligopólio desses grupos.

Ano passado falou-se no fim da concessão, que vencera em fevereiro deste ano, mas até agora não houve nova licitação. Os usuários sempre sofrem as consequências, pois ficam sem ônibus, pagam pelos aumentos nas passagens, além de utilizar um serviço de baixa qualidade.

O prefeito Dário Berger, que em 2004 prometeu "abrir a caixa preta" do transporte público na Grande Florianópolis, deve nesta hora chamar a responsabilidade para si e buscar uma solução para esta nova crise.

A prefeitura deveria tornar o serviço público, buscando atender a necessidade da população, deixando de lado os interesses comerciais dos grupos que controlam o setor, que escolhem os horários conforme interesse próprio.

O transporte coletivo da capital tem muito a melhorar, mas de fato, deixando de lado os comerciais e propagandas em rádio e televisão.