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segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Mercedes busca hegemonia entre os motores

Campeã de pilotos com a McLaren, em 2008, na final decisiva, quando Lewis Hamilton superou Felipe Massa por apenas um ponto, e ano passado, entre competidores, com Jenson Button, e de construtores, com a Brawn, a Mercedes busca manter a hegemonia entre os motores.

Comercial da Mercedes: 2009
Material retirado do blog de Flávio Gomes, colunista do IG - Grande Prêmio
Disponível em: Coluna Namorico, de 27/10/2009

As expectativas em torno da equipe de fábrica eram grandes após a aquisição da Brawn, além da contratação de Michael Schumacher, o maior campeão da história da Fórmula 1, a marca das três pontas esperava muito da atual temporada, mas vem sendo superada por Red Bull, Ferrari e McLaren, sócia da montadora alemã até o final do próximo ano.

Michael Schumacher testando com a Mercedes
Foto retirada do blog de Walter Savaglia

Mesmo sem o melhor carro, a escuderia de Woking segue firme na disputa pelo título, entre pilotos e construtores, devido também a confiabilidade dos propulsores Mercedes. Ofuscado durante anos pela superioridade da Ferrari e pela boa fase da Renault, a marca alemã sofreu muito com os problemas de durabilidade no início da década, mas, desde 2007, vem disputando títulos, além de superar a maior fragilidade ao longo de temporadas, que eram os contantes problemas com os motores.

Jenson Button testando com a McLaren
Foto retirada do blog de Walter Savaglia

Neste ano, com a Mercedes, nenhum abandono por quebra de motor, enquanto na McLaren, apenas duas vezes, uma com Lewis Hamilton, na Hungria, e outra com Jenson Button, em Mônaco, por um descuido da equipe inglesa.

Com o time principal fora da disputa pelo título, a montadora germânica deposita as esperanças na McLaren, parceira desde 1995. A regularidade de Button e Hamilton, além de ambos não estarem envolvidos em conflitos internos, vêm ajudando para mantê-los na luta pelo título. O motor, que muitas vezes deixou o time inglês no meio do caminho, vem sendo o principal aliado neste ano.

Faltando sete etapas para o encerramento do campeonato, a Mercedes ocupa a 7ª colocação, com Nico Rosberg, 94 pontos, e Michael Schumacher, 38 pontos, em 9º lugar, sendo a 4ª colocada entre as equipes, com 132 pontos, enquanto a McLaren ocupa a vice-liderança, com Hamilton, 157 pontos, a 4ª posição, com Jenson Button, 147 pontos, em 2º lugar no campeonato de construtores, com 304 pontos.

domingo, 8 de agosto de 2010

Disputas internas podem custar caro para a Red Bull



O que vem acontecendo na Red Bull, nesta temporada, é fato que aconteceu em outras ocasiões na Fórmula 1, na qual as disputas entre companheiros de equipe custaram títulos, principalmente no campeonato de pilotos.

A Williams passou por essa situação duas vezes. Em 1981 e 1986, mesmo conquistando o caneco entre as escuderias, o time de Grove não levou entre os compedidores. Nelson Piquet, correndo pela Brabham em 1981, aproveitou-se da briga envolvendo Alan Jones e Carlos Reutemann e saiu campeão, passando pela mesma situação cinco anos depois, novamente na associação dirigida por Frank Williams, desta vez com o brasileiro e o britânico Nigel Mansell, favorecido pela equipe. Assim, Alain Prost, correndo pela McLaren, foi o beneficiado, faturando o segundo dos quatro títulos que conquistou na Fórmula 1.

Em 2007, foi a vez da equipe de Woking ver o título ficar nas mãos da concorrência. O espanhol Fernando Alonso, com o status de campeão mundial, teve que disputar a atenção da equipe com o então estreante Lewis Hamilton. No fim, Kimi Raikkonen, que tinha defendido a McLaren até o ano anterior, foi para a rival Ferrari e ganhou o troféu no Brasil, tirando uma desvantagem considerável nas duas corridas finais, ganhando de Alonso e Hamilton por apenas um ponto.


Neste ano, a Red Bull, com o carro mais rápido do grid, vem conquistando poles e voltas mais rápidas, mas não vem traduzindo a mesma superioridade na tabela de classificação. Dois incidentes ascenderam o sinal de alerta na escuderia comandada pelo milionário austríaco Dietrich Mateschitz. A primeira foi na Turquia, quando Sebastian Vettel colidiu com Mark Webber quando tentava passar o companheiro, abandonando a disputa e rebaixando o austríaco ao 3º lugar, dando a vitória de presente para Lewis Hamilton e Jenson Button, da McLaren. Na Inglaterra, mais polêmica. Na largada, Vettel teve um pneu furado e acusou o colega de causar o estrago, comprometendo a corrida do piloto alemão, enquanto o australiano, após vencer a etapa, proferiu a frase “nothing badly for second driver”, em português, “nada mal para um segundo piloto”, reclamando dos benefícios concedidos ao companheiro durante os treinos de classificação, no dia anterior.

Os touros vermelhos têm uma grande vantagem em relação aos adversários neste ano, mas os incidentes caseiros trazem na cabeça dos espectadores e torcedores o famoso “já vi esse filme antes”, podendo jogar pela janela uma conquista provável por causa também da falta de comando dos dirigentes, não impondo os limites necessários nas disputas internas.

Leia também:
Blog Fórmula 1 (Tomás Motta): Disputas internas podem custar caro para a Red Bull