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terça-feira, 24 de agosto de 2010

Entrevista com Dércio Knop

Dércio Knop
Foto: Diego Wendhausen Passos

Data da entrevista: 15/07/2010

Diego: Aliado do PT durante quase 10 anos, tanto na esfera estadual, como em muitos municípios, chegando a integrar o governo Lula nos dois primeiros anos de governo, rompeu com os petistase aliou-se com o PSDB e o DEM, que defendem ideais diferentes do socialista. De que forma foi feito o acordo com democratas e peesedebistas?

Dércio: Esse entendimento vem desde o início do segundo governo Lula. Os partidos atuaram conjuntamente na oposição ao governo Lula, e, em face desse trabalho conjunto, começaram também a desenvolver tentativas para que esses partidos estivessem juntos na disputa pela presidência da república, e isto fez também com que houvesse reflexo na maioria dos estados, até por que a direção nacional do PPS baixou uma resolução, a de número 1/2010, determinando que a sigla, em cada estado, devesse estar junto com os partidos que integram o apoio ao candidato José Serra, e, consequentemente essa determinação, estamos juntos aqui, não apenas com o DEM e o PSDB, mas também com o PMDB, o PTB, enfim, mais nove partidos, que fazem hoje a coligação As pessoas em primeiro lugar.

Diego: O PPS, em nível estadual, teve apenas duas grandes candidaturas, com Sérgio Grando, para o senado, em 1998, aliado a Milton Mendes, e, em 2002, pela chapa Frente Ecológica Popular, como candidato ao governo. Por que o partido não lançou mais candidaturas à majoritária?

Dércio: Infelizmente, os custos de uma eleição majoritária são incompatíveis com o tamanho do nosso partido. Nós temos, uma liderança que é muito expressiva, o deputado federal Fernando Coruja, nosso presidente estadual, e também líder da bancada na câmara dos deputados. Certamente seria um bom nome, no entanto, os custos, principalmente da área de marketing e de televisão, são proibitivos para uma agremiação do porte do PPS. Por isso, nós temos que nos submeter às maiores siglas, que têm mais possibilidade de bancar essas despesas de campanha.