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quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Entrevista com Guilherme Cardozo: Parte 2


Banda Cruzzy (Guilherme Cardozo, de camisa branca)
Foto: Facebook


Data da entrevista: 05/09/2015

Diego: Depois de apresentar na abertura da Festa do Divino deste ano, o grupo também ficou com o encerramento. Qual o sentimento que fica para o conjunto poder participar duas vezes na mesma edição, e qual a música que mais marcou você durante as apresentações?

Guilherme: A emoção de participar duas vezes da mesma edição da festa, como havia te falado no dia 22/8, falei a minha expectativa, e com uma parte cumprida, na apresentação no Engenho dos Andrade, foi muito melhor do que eu imaginava, e a emoção aumentou. Ser uma banda da localidade, fazer parte da Festa do Divino com duas apresentações, pra mim, que já estava sendo algo especial, ficou ainda mais. E quanto a música, que mais marcou nesta apresentação, foi a música do Expresso Rural, Certos Amigos, por que, como todos sabem, na comunidade, eu passei por uma cirurgia, perdi voz, e faz três meses que eu recuperei e tivemos que retomar os ensaios às pressas, para conseguir se apresentar na festa. Foi muito importante para mim o ato de amizade, de ver os meus parceiros de grupo, que entenderam uma certa debilidade, quando eu acabei perdendo a voz e me afastando da banda, e avisei para eles que não estaria mais fazendo parte da Banda Cruzzy, e até houve uma tentativa de um outro vocalista, mas não deu certo, e eles simplesmente cruzaram os braços, aceitaram ficar sem tocar, e esperaram minha recuperação e o meu retorno ao conjunto. E essa atitude deles mostrou o quanto eles são amigos, bons parceiros, e a música Certos Amigos, para mim, realmente falou muito, e eu cantei com toda a emoção, por que lá eu não ofereci, aqui eu vou oferecer, vou dedicar essa música para eles, pois ela diz tudo, que cada estrela no céu, é um amigo na terra, o céu está cheio de estrelas e eu estou com muitos amigos aqui na terra, realmente, eles foram muito parceiros e são meus grandes amigos, que me esperaram, eu retomei meu lugar na banda, e hoje estamos podendo fazer essa participação na Festa do Divino.

Diego: Com três finais de semana de duração, os dias mais movimentados foram nos sábados e nos domingos. Qual a sua avaliação sobre a edição deste ano?

Guilherme: A edição deste ano teve um ponto contrário, que foi o próprio clima. Estamos vivendo nesses dias o que os manezinhos chamam de lestada, essa variação de tempo fechado, sol e essa garoa, às vezes chuva forte, e isso acaba afugentando um pouco o público. Mas podemos ver que a presença do povo da comunidade foi crescente, foram comparecendo mais, começou meio inibido na sexta-feira, mas engrenou, e o local foi contando com boa participação, e as apresentações estão bem, e espero que essa noite também seja especial, e que a nossa apresentação seja tão boa quanto as outras, que a qualidade musical seja a altura, e que o povo curta e se divirta com o melhor que a Banda Cruzzy pode oferecer, a diversão para a comunidade. É um grande prazer para nós, tocar na localidade, exatamente por isso, de cima do palco nós olhamos para quem está ali embaixo, e sabemos para qual público estamos tocando, reconhecemos as pessoas da comunidade, sabemos que estamos apresentando para pessoas aqui conhecidas, que fazem parte do nosso dia a dia, e isso é o que mais nos motiva a fazer um som aqui, esperamos que nosso grupo agrade a todos e que seja um grande sucesso a apresentação.


quarta-feira, 16 de setembro de 2015

Entrevista com Guilherme Cardozo: Parte 1

Banda Cruzzy (Guilherme Cardozo, de camisa branca)
Foto: Facebook

Data da entrevista: 22/08/2015

Diego: Há quanto tempo você integra a Banda Cruzzy?

Guilherme: A banda já existia de antes, não vou saber te precisar, por que ela tinha outra formação, com outro nome, por ter acontecido uma divisão entre os integrantes, por que alguns moram em outra cidade, eles reformularam o nome, continua o mesmo pessoal e me chamaram para cantar em outubro de 2012.

Diego: Quantas participações o grupo teve na festa do divino?

Guilherme: Neste ano, vamos ter duas participações. Teremos o grande prazer de abrir os trabalhos de palco, na farinhada, e encerramos no dia 6 de setembro, tocando a partir das 8 da noite, no salão da igreja.

Diego: Quais são os principais estilos musicais que o grupo apresenta?

Guilherme: A Banda Cruzzy veio com uma ideia de um som eclético, não abordar somente o rock, então começamos a cantar músicas também de pop, vou te citar alguns grupos que interpretamos, como IRA, Titãs, Jota Quest, REM, entre outros, diversos estilos de pop, rock e pop rock.

Diego: Qual a importância, para a banda, e a vantagem de participar de um evento como a Festa do Divino?

Guilherme: Não tem como explicar, por que eu sempre participava das ações da comunidade, antes de entrar na banda, e eu não via uma participação tão ativa de talentos da comunidade nesses eventos. Eram sempre bandas de fora, sempre talentos de outros lugares, o que também é muito bom, mas com a afirmação da Banda Cruzzy, os contatos que criamos, e com o som que fazemos, as nossas propostas, as portas foram se abrindo. Apresentamos no carnaval de Santo Antônio, na Festa do Divino do ano passado e fomos convidados neste ano para duas participações, e a importância disso, é muito grande, é uma gratificação imensa. Eu, por não ser daqui, mas por integrar a localidade há alguns anos, interagindo com a comunidade e perceber que as pessoas tem aprovado o meu trabalho na banda, a minha participação, e tem comparecido quando a anunciamos, vi muitas pessoas que vieram por saber que estaremos presentes. É uma importância ímpar, não tem nem muitas palavras para explicar.