quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Lotus retorna a Fórmula 1

Presente entre 1958 e 1994, equipe estará de volta em 2010

Fonte: F1 na Web

A FIA confirmou a Lotus como a 13ª equipe do grid para o próximo ano. Administrada por um grupo malaio, a sede será na Inglaterra, na fábrica da Lotus Cars.


Depois de 16 anos, ao deixar a categoria por motivos financeiros, a Lotus, que já contou com os campeões Emerson Fittipaldi, Nelson Piquet e Ayrton Senna, está de volta. Mike Gascoyne, que já trabalhou nas equipes Benetton, Renault, Jordan e Toyota será o engenheiro da re-estreante, e promete ser a melhor entre os times debutantes.



Foto: F1 Girls On Line
Pela Lotus, Senna conquistou as primeiras vitórias na Fórmula 1

Enquanto isso, o grupo suíço Qadbak comprou as ações da BMW, e ficará na espera por uma vaga no grid do próximo ano. Caso as outras escuderias, em conjunto com a Federação aprovarem a disputa com 14 equipes, a Sauber (sócia da BMW) também retornará.

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Banco Santander renova patrocínio com a McLaren

Banco espanhol patrocinará duas equipes na próxima temporada

Fonte: F1 na Web

Após anunciar acordo com a Ferrari na semana passada, o Banco Santander renovou o patrocínio com a McLaren, que mantém sua marca nos carros ingleses desde 2007.

Martin Whitmarsh disse estar satisfeito por estender a parceria com a instituição espanhola, completando que o grupo se ajusta perfeitamente aos triunfos na cena global da Fórmula 1.

Já o vice presidente de Comunicação do Santander, Juan Manoel Cendoya, disse a continuidade da parceria com a equipe de Woking, aliada a presença de Lewis Hamilton na escuderia, ajudará no desenvolvimento da marca nos mercados britânicos e internacional.

domingo, 13 de setembro de 2009

Barrichelo vence em Monza

Rubinho consegue segunda vitória no ano

Com uma atuação consistente, Rubens Barrichelo diminui para 14 pontos a vantagem de Jenson Button na classificação.

Hamilton e Raikkonen lideraram primeiras voltas

Largando na pole, o atual campeão Lewis Hamilton liderou até a primeira troca de pneus, aproveitando a vantagem de estar com o carro mais leve. Kimi Raikkonen ficou na frente por algumas voltas e também parou, deixando a liderança para a dupla da novata Brawn. Barrichello e Button conseguiram abrir uma boa vantagem e consolidar a liderança após a segunda troca de Hamilton, Raikkonen e Sutil.

Force India apresentou bom desempenho

Adrian Sutil esteve entre os primeiros colocados durante toda a disputa, terminando em quarto lugar, enquanto Vitantonio Liuzzi apresentou bom rendimento até abandonar por problemas na caixa de câmbio.

Ferrari ainda chegou entre os três primeiros

Hamilton ainda tentou recuperar o tempo perdido nos boxes, mas bateu na última volta, perdendo a 3ª posição e 6 pontos no campeonato. Kimi Raikkonen herdou o lugar no pódio.

Resultado da corrida:
Pole: Lewis Hamilton, McLaren Mercedes
Melhor Volta: Adrian Sutil, Force India Mercedes
1º) Rubens Barrichello, Brawn Mercedes
2º) Jenson Button, Brawn Mercedes
3º) Kimi Raikkonen, Ferrari
4º) Adrian Sutil, Force India Mercedes
5º) Fernando Alonso, Renault
6º) Heikki Kovalainen, McLaren Mercedes
7º) Nick Heidfeld, BMW
8º) Sebastian Vettel, Red Bull Renault

Classificação:

Pilotos:

1º) Jenson Button, 80 pontos
2º) Rubens Barrichello, 66 pontos
3º) Sebastian Vettel, 54 pontos
4º) Mark Webber, 51,5 pontos
5º) Kimi Raikkonen, 40 pontos
6º) Nico Rosberg, 30,5 pontos
7º) Lewis Hamilton, 27 pontos
8º) Jarno Trulli, 22,5 pontos
9º) Felipe Massa, 22 pontos
10º) Heikki Kovalainen – 20 pontos
11º) Fernando Alonso, 20 pontos
12º) Timo Glock, 16 pontos
13º) Nick Heidfeld, 12 pontos
14º) Giancarlo Fisichella, 8 pontos
15º) Robert Kubica, 8 pontos
16º) Adrian Sutil, 5 pontos
17º) Sebasien Buemi, 3 pontos
18º) Sébastien Bourdais, 2 pontos

Construtores:

1º) Brawn Mercedes, 146 pontos
2º) Red Bull Renault, 105,5 pontos
3º) Ferrari, 62 pontos
4º) McLaren Mercedes, 47 pontos
5º) Toyota, 38,5 pontos
6º) Williams Toyota, 30,5 pontos
7º) BMW, 20 pontos
8º) Renault, 20 pontos
9º) Force India Mercedes, 13 pontos
10º) Toro Rosso Ferrari, 5 pontos

A próxima etapa será realizada em Cingapura, dia 27/9.

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Mudança ou continuismo?

Faz 187 anos que o Brasil se tornou um país politicamente livre das decisões da coroa portuguesa. Sem derramar uma gota de sangue ou lutar contra tropas inimigas, um novo período estava por vir, após o histórico “independência ou morte”, às margens do Rio Ipiranga, proferido pelo futuro imperador Dom Pedro de Alcântara.

O primeiro país a reconhecer a liberdade política tupiniquim foram os ianques, sob a doutrina Monroe “a América para os americanos” (dos Estados Unidos). Portugal negociou, transferindo para sua antiga colônia as dívidas com os ingleses.

Enquanto nossos vizinhos latino-americanos tiveram muitas mortes e lutas armadas para conquistar a liberdade e o sistema republicano, chegamos aos novos modelos através de golpes e decisões promovidas pelas elites ou pessoas próximas ao poder político e social, sem a participação popular.

Durante a República Velha que surgiram as primeiras manifestações contra os poder, durante o período entre 1894 a 1930, quando as elites cafeicultoras de São Paulo e Minas Gerais alternavam-se no governo. No interior da Bahia, surgiu o movimento de Canudos, liderados por Antônio Conselheiro, e na região disputada entre Santa Catarina e Paraná, a Guerra do Contestado. Ambos oram violentamente reprimidos pelas tropas lideradas por Setembrino de Carvalho. No período de Getúlio Vargas, foi a vez de Lampião, com um grupo de cangaceiros assombrar o sertão nordestino, e a Coluna Prestes, na primeira tentativa de implantar o sistema comunista no país.

Com o golpe militar de 1964, os estudantes ganharam espaço nas lutas populares. Várias manifestações tomaram o país durante a gestão dos generais da ditadura. Aumento da dívida externa, obras faraônicas e crise social e econômica aumentavam o desejo de mudanças. A Novembrada em 1979, as Diretas Já em 1984 trouxeram novas esperanças.

O surgimento do Partido dos Trabalhadores, um grupo voltado aos ideais socialistas, pregando a moralização da política e a ética vinham como uma nova opção de mudança. Na figura de Luis Inácio Lula da Silva (ex-operário e líder sindical), foi o principal grupo de oposição ao Palácio do Planalto durante duas décadas, denunciando casos de corrupção e brigando pelas bandeiras populares.

A eleição de Lula em 2002 foi um marco histórico. Pela primeira vez o Brasil teria na presidência uma pessoa de origem humilde, fora da “nata da sociedade”, uma vitória da “esperança”. O sonho não virou realidade, os casos de corrupção continuam assolando o Brasília, ex-inimigos de outrora (José Sarney, Renan Calheiros, Fernando Collor, Paulo Afonso Vieira, Jader Barbalho, entre outros) passaram a aliados. Os “vícios” do poder continuam. Os governos de Fernando Henrique Cardoso e Lula trouxeram melhorias no setor econômico, mas na parte social, ainda há o que melhorar.

Muitas pessoas ficaram descrentes com a classe política, jovens, adultos e militantes partidários. Nenhuma das mudanças ainda surtiram efeito de grande impacto para a população. Boa parte dos maus políticos ainda ocupa altos cargos no poder executivo e a corrupção ainda ocupa espaço na sociedade.

Quando surgirá um novo “vento da mudança”? E como será quando chegar ao poder?

domingo, 6 de setembro de 2009

Ferrari substitui Luca Badoer

Giancarlo Fisichella fica no lugar de Luca Badoer até o fim do ano

Depois do segundo lugar na Bélgica, Giancarlo Fisichella convenceu os dirigentes de Maranello e ficará no lugar de Luca Badoer. Ex-companheiro de Felipe Massa na Sauber em 2004, o piloto italiano certamente voltará a trabalhar junto com o brasileiro, pois cogita-se que Fisichella fique como piloto de testes para o próximo ano.
Na Force India, assume a vaga Vitantonio Liuzzi, piloto reserva na escuderia indiana. Liuzzi correu nos anos de 2006 e 2007 pela Toro Rosso (STR).

O mau desempenho de Badoer, que não disputava um Grande Prêmio na Fórmula 1 desde 1999 também pesou, pois enquanto Kimi Raikkonen vem esboçando uma reação no campeonato, o substituto de Massa não deixava as últimas posições.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Raikkonen vence na Bélgica

Piloto Finlandês conquista a primeira vitória na temporada

Saindo do sexto lugar, Raikkonen conseguiu largar bem e terminar a primeira volta em segundo. A primeira volta da corrida teve a interrupção do safety car após o acidente envolvendo Lewis Hamilton, Jenson Button, Jaime Alguersuari e Romain Grosjean.

No retorno do carro de segurança aos boxes, Kimi partiu para cima do Force India e assumiu a liderança da disputa, perdendo apenas nas paradas para troca de pneu e reabastecimento. Giancarlo Fisichella também teve um bom desemprenho, acompanhando a Ferrari e andando mais rápido em alguns momentos, surpreendendo as expectativas.

Outros destaques foram Sebastian Vettel, que completou o pódio, e segue na briga pelo título, e os carros da BMW, que vinha em péssimo momento, com o 4ª e 5ª colocação. A McLaren, que vinha melhorando, ficou apenas com o 6º lugar obtido por Kovalainen.

Rubens Barrichelo, mesmo com problemas de motor nas últimas voltas, ainda chegou em sétimo, e Nico Rosberg, ficou em oitavo.

Resultado da corrida:
Melhor Volta: Sebastian Vettel, Red Bull Renault
1º) Kimi Raikkonen, Ferrari
2º) Giancarlo Fisichella, Force India Mercedes
3º) Sebastian Vettel, Red Bull renault
4º) Robert Kubica, BMW
5º) Nick Heidfeld, BMW
6º) Heikki Kovalainen, McLaren Mercedes
7º) Rubens Barrichello, Brawn Mercedes
8º) Nico Rosberg, Williams Toyota

Classificação:

Pilotos:

1º) Jenson Button, 72 pontos
2º) Rubens Barrichello, 56 pontos
3º) Sebastian Vettel, 53 pontos
4º) Mark Webber, 51,5 pontos
5º) Kimi Raikkonen, 34 pontos
6º) Nico Rosberg, 30,5 pontos
7º) Lewis Hamilton, 27 pontos
8º) Jarno Trulli, 22,5 pontos
9º) Felipe Massa, 22 pontos
10º) Heikki Kovalainen – 17 pontos
11º) Timo Glock, 16 pontos
12º) Fernando Alonso, 16 pontos
13º) Nick Heidfeld, 10 pontos
14º) Giancarlo Fisichella, 8 pontos
15º) Robert Kubica, 8 pontos
16º) Sebasien Buemi, 3 pontos
17º) Sébastien Bourdais, 2 pontos

Construtores:

1º) Brawn Mercedes, 128 pontos
2º) Red Bull Renault, 104,5 pontos
3º) Ferrari, 56 pontos
4º) McLaren Mercedes, 44 pontos
5º) Toyota, 38,5 pontos
6º) Williams Toyota, 30,5 pontos
7º) BMW, 18 pontos
8º) Renault, 16 pontos
9º) Force India Mercedes, 8 pontos
10º) Toro Rosso Ferrari, 5 pontos

A próxima etapa será realizada na Itália, em Monza, dia 13/9.

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Grande Prêmio da Bélgica

Diante das especulações, a Fórmula 1 chega neste final de semana a Bélgica, em Spa Franchorshamps, corcuito de alta velocidade, desafiante e o preferido pela maioria dos pilotos.

Flávio Briatore, chefe da equipe Renault, disse que espera em breve anunciar os dois pilotos para a próxima temporada. Os mais cotados são Fernando Alonso, muito cogitado para substituir Kimi Raikkonen na Ferrari, Robert Kubica, ex-poloto de testes da escuderia francesa, e Romain Grosjean, que substitui Nelsinho Piquet. Juan Manuel Cendoya, dirigente do Banco Santander, disse que é um sonho ver Alonso correndo pela Ferrari.

Norbert Haug, diretor esportivo da Mercedes, disse que a equipe inglesa está conversando com outros pilotos. Nico Rosberg é o nome mais cotado para a vaga de Kovalainen, que segue na briga para se manter na McLaren. Mas a Williams, equipe de Nico, está interessada em mantê-lo. Depois de Fernando Alonso, o filho do ex-campeão Keke Rosberg é o mais falado, em razão da boa performance do piloto.

Outra equipe que poderá seguir o caminho da BMW é a Toyota. Timo Glock e Jarno Trulli, ainda sem contrato renovado, alertaram que os japoneses poderão deixar a Fórmula 1 em 2010. Glock disse a revista Autosport que a preocupação existe, em razão das dificuldades enfrentadas pelas montadoras diante da crise mundial.

Depois de somar 27 pontos em duas corridas, 18 com Hamilton e 9 com Kovalainen, a McLaren é uma das favoritas na etapa belga. As melhorias no carro prateado renderam a vitória do atual campeão na Hungria, além de colocar os dois pilotos na zona de pontuação nas duas últimas corridas. A ascenção de McLaren e Ferrari, aliado ao bom desempenho de Nico Rosberg deixa o campeonato em aberto, e poderá decidir o mundial de pilotos e contrutores em favor de Brawn ou Red Bull, as duas líderes e postulantes ao título.

Kimi Raikkonen aponta a McLaren Mercedes como conjunto a ser batido no próximo fim-de-semana. O campeão de 2007 admite que a 3ª colocação seja um bom resultado. No entanto, Hamilton não espera muito da etapa belga, pois a equipe inglesa não tem rendido bem em circuitos de alta velocidade. A Renault voltará a utilizar o KERS, buscando melhorar o desempenho no campeonato.

Programação para o Grande Prêmio da Bélgica:

Horários de Brasília

Sexta-feira (28/8)
Treino Livre 1: 5h00 às 6h30
Treino Livre 2: 9h00 às 10h30

Sábado (29/8)
Treino Livre 3: 6h00 às 7h00
Treino Oficial: 9h00

Domingo (30/8)
Corrida: 9h00

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Dança das cadeiras

Na primeira matéria deste blog, vou falar da principal especulação e que poderá mudar a composição das escuderias na próxima temporada. Fernando Alonso desde o ano passado vem sendo sondado para correr pela Ferrari ano que vem. Campeão em 2007, Kimi Raikkonen vem obtendo um rendimento abaixo de seu companheiro Felipe Massa, e fala-se muito que o finlandês migre para o Rali no próximo ano. Luca de Montezemolo, diretor da Fiat, está lutando para colocar três carros no grid para algumas equipes. Se conseguir, acho que Alonso deixa a Renault ainda neste ano, e o time de Maranello fica com os três, mas ainda acredito que Raikkonen fica. Porém, o Banco Santander, patrocinador pessoal do bi-campeão, deixará a McLaren para migrar à escuderia italiana. Vamos esperar até o Grande Prêmio da Itália para saber esta dúvida.

Na McLaren, Heikki Kovalainen, em má campanha, é sério candidato a deixar um dos lugares mais cogitados no grid. O mais cotado para assumir a vaga de Kovalainen é o alemão Nico Rosberg, um nome que interessa a Mercedes, sócia da equipe de Woking. Com a saída de BMW, Robert Kubica figura como um dos possíveis postulantes a dividir os boxes com Lewis Hamilton, mas o provável destino do polonês deverá ser Williams ou Renault.

Além da BMW, cogita-se também a desistência da japonesa Toyota, devido aos maus resultados do time nipônico. A chegada das três novas equipes (USF1, Manor e Campos) também abrirão mais vagas no grid ano que vem.

Além dos pilotos, algumas escuderias buscam novos motores. A Red Bull, com Sebastian Vettel e Mark Webber confirmados, está em acordo com a Mercedes. A Williams, cogita-se duas ex-fornecedoras, a Cosworth e a Renault, que já deram títulos ao time de Grove.

O blog do Grande Prêmio, divulgou uma pré-lista de 2010, de acordo com o GP Week

Para ler, clique aqui

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Uma casa de (des)serviço à sociedade

Escândalos, casos de corrupção, atos secretos, infratores impunes, marcam a vida política no Brasil.

Sete anões, desvio de dinheiro em obras, escândalo do painel eletrônico, mensalão, atos secretos, arquivamento de processos por improbidade administrativa, além de gastos desnecessários trazem em questão a importância do Senado e do Congresso Nacional.

A “casa do povo”, como também é popularmente conhecida, deveria estar a serviço da população, mas os interesses particulares sempre falaram mais alto, e nossos representantes deixam de lado os eleitores e trabalham em benefício próprio.

Os gastos para os contribuintes são grandes, inclusive 13º e 14º salário (no final e no início de cada ano legislativo), 45 dias de férias, sem contar que em convocações extras, os parlamentares recebem ajuda de custo, tudo isso pago pela população, que muito pouco ou nada tem recebido como retorno.

Nos últimos dias, os destaques nos noticiários são os atos secretos e a crise envolvendo o ex-presidente e senador José Sarney, ex-adversário e atual aliado do grupo que está no poder. Durante a CPI do orçamento em 1993, quando o ex-deputado João Alves da Silva (João de Deus), o mesmo que “ganhou” mais de 200 vezes na loteria, como confirmou em depoimento na época, o presidente Lula disse que o Congresso era composto por 300 “picaretas”, bordão que virou título de música do conjunto Paralamas do Sucesso.

Atualmente, Lula, Aloisio Mercadante e Ideli Salvatti, que outrora condenavam atos de corrupção e pregavam a ética e a moralidade, no poder fazem o contrário. Renan Calheiros e José Sarney escaparam da guilhotina com a ajuda dos líderes petistas. O ex-governador de Santa Catarina, Paulo Afonso, e o ex-presidente Collor, ambos também aliados do Palácio do Planalto, sentiram na pele a força do partido que fez história como opositor e fiscalizador. Paulo Afonso escapou em 1997, mas Collor perdeu o mandato em 1992, no famoso episódio dos “caras pintadas”.

Semana passada, a discussão entre os senadores Renan Calheiros (PMDB-AL) e Tasso Gereissati (PSDB-CE) mostrou o baixo nível de nossos representantes. Ao invés de discutirem projetos econômicos e sociais para os brasileiros, ambos trocavam ofensas durante os debates sobre o destino de Sarney.



Vários fatores contribuem para a atual crise política. Os interesses particulares e vantagens pessoais prevalecem diante dos embates ideológicos. As constantes trocas de partido mostram a falta de comprometimento dos políticos, que visam cargos ou maior visibilidade nas disputas eleitorais.

domingo, 16 de agosto de 2009

Um revolucionário e fenômeno

Aliado a Fidel castro e um dos principais nomes da Revolução Cubana, o guerrilheiro Ernesto Che Guevara virou símbolo da luta pelo socialismo. Mesmo depois de cinco décadas após o movimento que colocou os irmãos Fidel e Raul no poder da ilha caribenha, "Che", como ficou conhecido, lutou pela implantação de uma nova ordem política na América Latina, através da luta armada. Inimigo do governo da Csa Branca, passou a ser visado pela política capitalista dos Estados Unidos, enquanto era idolatrado pelos adeptos dos modelos comunista e socialista. Sob o contexto histórico da Guerra Fria, vivíamos um mundo bipolarizado, na qual os norte-americanos lideravam o sistema capitalista, e os soviéticos o bloco socialista. O continente americano também viveu de perto a disputa entre as duas potências políticas da época. Após derrubar Fulgêncio Batista em 1959 e ficar ao lado dos comunistas, Cuba sofreu diversos boicotes dos ianques, principalmente políticos e econômicos.

Buscando expandir o novo modelo, Che Guevara rumou para a América do Sul, mas foi assassinado na Bolívia em 1967, dando fim a uma trajetória em busca de uma sociedade igualitária. Passadas quatro décadas do desaparecimento de Ernesto Che Guevara, o guerrilheiro político continua lembrado como um ícone dos movimentos de esquerda. Broches, camisetas e adesivos com a caricatura do médico que deixou uma carreira promissora para lutar pelas causas políticas e sociais.