domingo, 24 de agosto de 2014

Daniel Ricciardo vence na Bélgica

Australiano ganha pela segunda vez consecutiva

A corrida, bastante movimentada desde os primeiros metros, começou a se definir em favor da Red Bull na segunda volta, quando a dupla da Mercedes, Lewis Hamilton e Nico Rosberg se tocaram após uma tentativa de ultrapassagem do piloto alemão após a saída da reta Kemmel, o inglês levou a pior, caindo para as últimas colocações depois de um pneu furado. Nico ainda conseguiu fazer a volta mais rápida e superar os finlandeses Valtteri Bottas e Kimi Raikkonen, garantindo o 2º lugar, ampliando a liderança no campeonato. A dupla nórdica também teve um fim-de-semana positivo. Bottas ainda ultrapassou Kimi nas voltas finais, ficando com o último lugar do pódio. Felipe Massa não pontou, cruzando a linha de chegada na 13ª posição. O brasileiro disse que um dos pedaços do Mercedes de Hamilton preso debaixo do assoalho prejudicou o desempenho do competidor da Williams.

A dupla da McLaren conseguiu terminar a corrida entre os sete melhores. Kevin Magnussen travou uma dura luta com Alonso pelo 5º posto, mas ambos foram superados pelo tetracampeão Sebastian Vettel na penúltima volta, deixando o dinamarquês ainda na 6ª colocação, logo a frente de Jenson Button, resultado que deixa a equipe de Woking a frente da Force India na classificação entre as equipes. Porém, após a corrida, Magnussen foi punido com 20 segundos de acréscimo no tempo final de corrida, caindo para o 12º, ficando sem pontos. O time indiano pouco apareceu na Bélgica. O mexicano Sergio Perez ainda somou quatro pontos, com o 10º lugar, e Nico Hulkenberg, eliminado ainda na 1ª fase dos treinos de classificação, foi 10º colocado, marcando o último ponto, trás do russo Daniil Kvyat, da Toro Rosso, o 9º colocado.

Resultados:

Pole: Nico Rosberg, Mercedes
Melhor Volta: Nico Rosberg, Mercedes

Corrida:
1º) Daniel Ricciardo, Red Bull Renault
2º) Nico Rosberg, Mercedes
3º) Valtteri Bottas, Williams Mercedes
4º) Kimi Raikkonen, Ferrari
5º) Sebastian Vettel, Red Bull Renault
6º) Jenson Button, McLaren Mercedes
7º) Fernando Alonso, Ferrari
8º) Sergio Perez, Force India Mercedes
9º) Daniiel Kvyat, Toro Rosso Renault
10º) Nico Hulkenberg, Force India Mercedes

Classificação

Mundial de Pilotos
1º) Nico Rosberg, 220 pontos
2º) Lewis Hamilton, 191 pontos
3º) Daniel Ricciardo, 156 pontos
4º) Fernando Alonso, 121 pontos
5º) Valtteri Bottas, 110 pontos
6º) Sebastian Vettel, 98 pontos
7º) Nico Hulkenberg, 70 pontos
8º) Jenson Button, 68 pontos
9º) Felipe Massa, 40 pontos
10º) Kimi Raikkonen, 39 pontos
11º) Kevin Magnussen, 37 pontos
12º) Sergio Perez, 33 pontos
13º) Jean-Eric Vergne, 11 pontos
14º) Romain Grosjean, 8 pontos
15º) Daniil Kvyat, 8 pontos
16º) Jules Bianchi, 2 pontos

Mundial de Construtores
1º) Mercedes, 411 pontos
2º) Red Bull Renault, 254 pontos
3º) Ferrari, 160 pontos
4º) Williams Mercedes, 150 pontos
5º) McLaren Mercedes, 105 pontos
6º) Force India Mercedes, 103 pontos
7º) Toro Rosso Renault, 19 pontos
8º) Lotus Renault, 8 pontos
9º) Marussia Ferrari, 2 pontos

domingo, 10 de agosto de 2014

Os 100 anos do Primeira Guerra Mundial

Conflito mudou a ordem geopolítica do planeta

Com a emancipação da Alemanha e da Itália, na segunda metade do Século XIX, duas novas potências começaram a ameaçar a hegemonia inglesa, tanto no continente europeu, como nas colônias localizadas na Ásia e na África.

As principais potências europeias, com a iminência de um conflito, iniciaram uma política de alianças. Os alemães uniram-se aos italianos e austro-húngaros, formando a Tríplice Aliança, em 1882. Anos mais tarde, em 1905, ingleses e franceses, outrora inimigos, juntaram-se com os russos, formando a Tríplice Entente. Fora as parcerias, a ascensão da Alemanha, que ficou com a Alsácia e Lorena, territórios da França, conquistado na guerra franco-prussiana, em 1870, acirrou a rivalidade entre as duas nações. Com a expansão dos tedescos, os britânicos, maior potência política e econômica no período, via a posição ameaçada no cenário regional e global.

Durante algumas décadas, a “paz armada” reinou. Até junho de 1914, quando o herdeiro do trono austríaco, Francisco Ferdinando, foi assassinado por Gavrilo Princip, em Sarajevo, capital sérvia. O incidente foi o estopim para iniciar um conflito que se aproximava, devido as tensões entre os países, não só na Europa, mas também nas colônias situadas na África e na Ásia. Apoiada pelos russos, a Sérvia não se retratou ao império austro-húngaro, deixando alemães e austríacos de um lado, contra ingleses, franceses, russos e belgas, em lado oposto. Território neutro, a Bélgica foi invadida pelo exército alemão, ingressando no combate ao lado da Entente. Os italianos, devido a promessa de territórios, ficaram contra o grupo em que integravam.

O confronto seguiu equilibrado até 1917, quando o conflito tomou rumos decisivos. Com o início da revolução socialista, que em 1922 deu início a União Soviética, culminando na queda do czar Nicolau II. Os russos assinaram um acordo de paz com a Alemanha, deixando a guerra, enquanto os Estados Unidos, após terem dois navios afundados por submarinos alemães, ingressaram ao lado dos ingleses. As batalhas duraram até novembro de 1918, quando o governo tedesco assinou um armistício com os ingleses e franceses.

Após a derrota, os germânicos sofreram inúmeras perdas territoriais e financeiras. Os austríacos perderam a Hungria, que se tornou independente. A Sérvia deu lugar a Iugoslávia. Alemanha e Rússia deixaram de ser países vizinhos, com o surgimento da Polônia. O tratado de Versalhes, assinado em 1919, foi o pontapé inicial para a Segunda Guerra, que aconteceu entre 1939 a 1945, o conflito mais violento da história da humanidade, devido as punições pesadas aos países derrotados na primeira guerra. A Liga das Nações foi criada com a missão de manter a paz, mas revelou-se ineficiente, por não aceitar Alemanha e União Soviética, além da ausência dos Estados Unidos, que se tornou a principal potência política e econômica do mundo.

A grave crise social e econômica que os alemães enfrentaram durante pouco mais de uma década contribuiu para o surgimento de lideranças ultranacionalistas, como Benito Mussolini, na Itália, e Adolf Hitler, na Alemanha. Ambos formaram um acordo também com o Japão, criando o eixo Roma-Berlim-Tóquio, marcado pelo uso da força na conquista por territórios, dando início a uma nova guerra.

domingo, 27 de julho de 2014

Daniel Ricciardo vence Grande Prêmio da Hungria

Australiano garante novo triunfo nas voltas finais

Em uma corrida bem disputada e marcada por inúmeras variações, influenciada pela chuva que aconteceu horas antes de inciar a corrida, algumas equipes optaram por estratégias distintas.

Logo nas primeiras voltas, a McLaren errou feio e acabou com qualquer chance de conseguir um bom resultado em solo magiar. O time inglês optou por colocar os compostos intermediários, que de início deu certo, mas em pouco tempo, tanto Jenson Button como Kevin Magnussen caíram para as últimas colocações, ficando apenas dois giros na pista, antes de voltar novamente aos boxes para colocar pneus de pista seca. O britânico ainda fechou a zona de pontuação, terminando em 10º lugar, enquanto o dinamarquês foi apenas o 12º colocado.

A Mercedes teve boas chances de vencer com Rosberg, mas tanto o germânico, como Lewis Hamilton não conseguiram superar o espanhol Fernando Alonso, sendo superados por Ricciardo, ultrapassando o asturiano e o inglês em manobras muito bem calculadas, ganhando pela segunda vez.

Para o time de Maranello, mesmo com o mau resultado de Kimi Raikkonen na classificação, os carros vermelhos conseguiram o melhor resultado da temporada, com o espanhol na 2ª posição e o finlandês na 6ª colocação, segurando a pressão de Vettel após a última troca de pneus e sem conseguir superar a Williams de Felipe Massa. Para a equipe de Grove, os resultados foram satisfatórios, com o brasileiro mantendo-se na frente do ex-colega de Ferrari, aliado a superioridade do motor Mercedes nas retas húngaras.

O atual tetracampeão também não conseguiu um resultado positivo, sendo apenas o 7º colocado, a frente da outra Williams, do também finlandês Valtteri Bottas. A Toro Rosso voltou a somar pontos com Jean-Eric Vergne, com o 9º posto, com o francês andando constantemente entre os líderes.

O safety car voltou a marcar presença, durante duas ocasiões ao longo da disputa. A primeira, após a batida do Caterham de Marcus Ericsson, na nona volta, após escorregar na pista molhada, e na volta 23, após uma batida do mexicano Sergio Perez, na reta dos boxes, causando nova intervenção do carro de segurança. Foi a primeira vez no campeonato que a escuderia indiana não somou pontos, já que o alemão Nico Hulkenberg bateu na última curva após um toque com o próprio colega de equipe, Perez.

Resultados:

Pole: Nico Rosberg, Mercedes
Melhor Volta: Nico Rosberg, Mercedes

Corrida:
1º) Daniel Ricciardo, Red Bull Renault
2º) Fernando Alonso, Ferrari
3º) Lewis Hamilton, Mercedes
4º) Nico Rosberg, Mercedes
5º) Felipe Massa, Williams Mercedes
6º) Kimi Raikkonen, Ferrari
7º) Sebastian Vettel, Red Bull Renault
8º) Valtteri Bottas, Williams Mercedes
9º) Jean-Eric Vergne, Toro Rosso Renault
10º) Jenson Button, McLaren Mercedes

Classificação

Mundial de Pilotos
1º) Nico Rosberg, 202 pontos
2º) Lewis Hamilton, 191 pontos
3º) Daniel Ricciardo, 131 pontos
4º) Fernando Alonso, 115 pontos
5º) Valtteri Bottas, 95 pontos
6º) Sebastian Vettel, 88 pontos
7º) Nico Hulkenberg, 69 pontos
8º) Jenson Button, 60 pontos
9º) Felipe Massa, 40 pontos
10º) Kevin Magnussen, 37 pontos
11º) Sergio Perez, 29 pontos
12º) Kimi Raikkonen, 27 pontos
13º) Jean-Eric Vergne, 11 pontos
14º) Romain Grosjean, 8 pontos
15º) Daniil Kvyat, 6 pontos
16º) Jules Bianchi, 2 pontos

Mundial de Construtores
1º) Mercedes, 393 pontos
2º) Red Bull Renault, 219 pontos
3º) Ferrari, 142 pontos
4º) Williams Mercedes, 135 pontos
5º) Force India Mercedes, 98 pontos
6º) McLaren Mercedes, 97 pontos
7º) Toro Rosso Renault, 17 pontos
8º) Lotus Renault, 8 pontos
9º) Marussia Ferrari, 2 pontos

domingo, 20 de julho de 2014

Nico Rosberg vence na Alemanha

Piloto alemão amplia vantagem na liderança, e equipe tedesca ainda leva os dois pilotos ao pódio

Em mais uma corrida dominada pelo time germânico, Nico Rosberg venceu sem grandes dificuldades, mesmo com sem a suspensão interligada, mas sem a ampla vantagem que conseguia nas disputas anteriores. Lewis Hamilton enfrentou problemas nos treinos, após bater na primeira etapa da fase de classificação, largou em 20º lugar e chegou ao 3º posto, em boa corrida de recuperação, pressionando a Williams de Valtteri Bottas, 2º colocado. A equipe de Grove vem progredindo a cada etapa, e os ingleses passaram a Ferrari no mundial de construtores, mesmo com Felipe Massa batendo na largada, após um toque com o dinamarquês Kevin Magnussen, que ainda chegou na 9ª posição.

Fernando Alonso chegou em 5º lugar, enquanto Kimi Raikkonen, mais uma vez apagado, foi apenas o 11º colocado. Pela equipe de Woking, Jenson Button também fez o que pode, mas com um equipamento abaixo da crítica, ficou apenas com o 8º posto, sendo superado nas voltas finais por Alonso, Daniel Ricciardo e a Force India de Nico Hulkenberg. Em etapa de boas disputas, também motivada por dois pontos de asa móvel, ocorreram muitas ultrapassagens, mesmo fora dos pontos em que o dispositivo era liberado.

A Red Bull foi a terceira força em Hockenheim. O time austríaco ficou com o atual campeão, Sebastian Vettel, em 4º, e com Ricciardo em 6º. Hulkenberg terminou atrás do australiano, enquanto o mexicano Sergio Perez, colega de equipe de Hulk, foi o 10º colocado, fechando a zona de pontuação.

Resultados:

Pole: Nico Rosberg, Mercedes
Melhor Volta: Lewis Hamilton, Mercedes

Corrida:
1º) Nico Rosberg, Mercedes
2º) Valtteri Bottas, Williams Mercedes
3º) Lewis Hamilton, Mercedes
4º) Sebastian Vettel, Red Bull Renault
5º) Fernando Alonso, Ferrari
6º) Daniel Ricciardo, Red Bull Renault
7º) Nico Hulkenberg, Force India Mercedes
8º) Jenson Button, McLaren Mercedes
9º) Kevin Magnussen, McLaren Mercedes
10º) Sergio Perez, Force India Mercedes

Classificação

Mundial de Pilotos
1º) Nico Rosberg, 190 pontos
2º) Lewis Hamilton, 176 pontos
3º) Daniel Ricciardo, 106 pontos
4º) Fernando Alonso, 97 pontos
5º) Valtteri Bottas, 91 pontos
6º) Sebastian Vettel, 82 pontos
7º) Nico Hulkenberg, 69 pontos
8º) Jenson Button, 59 pontos
9º) Kevin Magnussen, 37 pontos
10º) Felipe Massa, 30 pontos
11º) Sergio Perez, 29 pontos
12º) Kimi Raikkonen, 19 pontos
13º) Jean-Eric Vergne, 9 pontos
14º) Romain Grosjean, 8 pontos
15º) Daniil Kvyat, 6 pontos
16º) Jules Bianchi, 2 pontos

Mundial de Construtores
1º) Mercedes, 366 pontos
2º) Red Bull Renault, 188 pontos
3º) Williams Mercedes, 121 pontos
4º) Ferrari, 116 pontos
5º) Force India Mercedes, 98 pontos
6º) McLaren Mercedes, 96 pontos
7º) Toro Rosso Renault, 15 pontos
8º) Lotus Renault, 8 pontos
9º) Marussia Ferrari, 2 pontos

domingo, 6 de julho de 2014

Lewis Hamilton vence na Inglaterra

Britânico vence em Silverstone e se aproxima de Nico Rosberg na liderança

Em corrida paralisada por quase uma hora, após forte batida entre Kimi Raikkonen e Felipe Massa, para conserto do guard rail danificado após a choque da Ferrari.

Na volta a disputa, as Mercedes abriram uma boa vantagem, enquanto McLaren, Red Bull, Valtteri Bottas e Fernando Alonso se estabeleceram atrás das flechas de prata. O finlandês foi ultrapassando os adversários até chegar ao 3º posto, seguido pela dupla da equipe austríaca. A dupla de Woking também conseguiu permanecer na zona de pontuação.

Com a falha no câmbio de Nico Rosberg, Bottas assumiu o 2º lugar, a frente de Daniel Ricciardo, que completou o pódio, e Jenson Button, que mais uma vez chegou na 4ª posição. A grande atração da parte final da corrida foi a intensa disputa entre Fernando Alonso e Sebastian Vettel, com o alemão ganhando a 5ª colocação nas voltas finais.

Nico Hulkenberg andou entre os ponteiros nas voltas iniciais, mas não conseguiu manter o ritmo, caindo para o 8º lugar, terminando a frente da dupla da Toro Rosso, com Daniil Kvyat, 9º colocado, e Jean-Eric Vergne, que fechou a zona de pontuação.

Resultados:

Pole: Nico Rosberg, Mercedes
Melhor Volta: Lewis Hamilton, Mercedes

Corrida:
1º) Lewis Hamilton, Mercedes
2º) Valtteri Bottas, Williams Mercedes
3º) Daniel Ricciardo, Red Bull Renault
4º) Jenson Button, McLaren Mercedes
5º) Sebastian Vettel, Red Bull Renault
6º) Fernando Alonso, Ferrari
7º) Kevin Magnussen, McLaren Mercedes
8º) Nico Hulkenberg, Force India Mercedes
9º) Daniil Kvyat, Toro Rosso Renault
10º) Jean-Eric Vergne, Toro Rosso Renault

Classificação

Mundial de Pilotos
1º) Nico Rosberg, 165 pontos
2º) Lewis Hamilton, 161 pontos
3º) Daniel Ricciardo, 98 pontos
4º) Fernando Alonso, 87 pontos
5º) Valtteri Bottas, 73 pontos
6º) Sebastian Vettel, 70 pontos
7º) Nico Hulkenberg, 63 pontos
8º) Jenson Button, 55 pontos
9º) Kevin Magnussen, 35 pontos
10º) Felipe Massa, 30 pontos
11º) Sergio Perez, 28 pontos
12º) Kimi Raikkonen, 19 pontos
13º) Jean-Eric Vergne, 9 pontos
14º) Romain Grosjean, 8 pontos
15º) Daniil Kvyat, 6 pontos
16º) Jules Bianchi, 2 pontos

Mundial de Construtores
1º) Mercedes, 326 pontos
2º) Red Bull Renault, 168 pontos
3º) Ferrari, 106 pontos
4º) Williams Mercedes, 103 pontos
5º) Force India Mercedes, 91 pontos
6º) McLaren Mercedes, 90 pontos
7º) Toro Rosso Renault, 15 pontos
8º) Lotus Renault, 8 pontos
9º) Marussia Ferrari, 2 pontos

domingo, 22 de junho de 2014

Nico Rosberg vence na Áustria

Alemão aumenta vantagem na liderança

Em uma corrida dominada pela Williams nos treinos de classificação, a dupla da Mercedes conseguiu superar os pilotos de Grove nas estratégias de box, deixando Nico Rosberg e Lewis Hamilton a frente de Felipe Massa e Valtteri Bottas, com o finlandês na frente do brasileiro. O nórdico, ao contrário do conterrâneo Kimi Raikkonen, vem andando na frente e se destacando, e conseguiu em solo austríaco o primeiro pódio na Fórmula 1. Raikkonen sequer apareceu e foi apenas o 10º colocado, enquanto o espanhol Fernando Alonso conseguiu somar mais oito pontos, chegando na 5ª posição. Assim como Kimi, a McLaren também nada faz, enquanto Kevin Magnussen ainda terminou com o 7º posto, Jenson Button bem que tentou, mas não pontuou. A equipe de Woking, pelo segundo ano seguido, é o pior time do campeonato.

A Force India, aproveitando-se das características da pista de Spielberg, também foi competitiva, e Sergio Perez conseguiu superar nas voltas finais Magnussen, garantindo o 6º lugar, enquanto o alemão Nico Hulkenberg, foi 9º colocado, atrás da Red Bull de Daniel Ricciardo. As duas equipes dos touros vermelhos tiveram um fim-de-semana negativo na Áustria. A dupla da Toro Rosso sequer completou a disputa, e Sebastian Vettel, enfrentou problemas de dirigibilidade, abandonando também na parte inicial da corrida.

Enquanto a Mercedes abre uma distância cada vez maior para os concorrentes, Force India e Williams vêm construindo uma campanha sólida, embora os resultados não venham convertendo-se em resultados, também aproveitando a potência dos propulsores alemães, ao contrário da McLaren, que há tempos não leva a pista um carro que se preze. A Ferrari, somente com Fernando Alonso, vem fazendo alguma coisa. A escuderia de Maranello também está fazendo um campeonato bem abaixo das tradições que possui, assim como a Red Bull, que vem enfrentando muitas dificuldades de conseguir resultados mais regulares.

Do pelotão intermediário para trás, a Toro Rosso ainda tem conseguido resultados mais positivos. A Lotus, em grave crise, vem enfrentando diversos problemas também nas pistas, e assim, como a Sauber, se não encontrar algum parceiro ou investidor em breve, corre o risco de desaparecer do grid em alguns anos. A Caterham, que ameaçou não aparecer, também pouco foi notada. A Marussia, com o 8º lugar de Bianchi em Mônaco, terá uma situação financeira menos complicada no final do ano.

Resultados:
Pole: Felipe Massa, Williams Mercedes
Melhor Volta: Sergio Perez, Force India Mercedes

Corrida:
1º) Nico Rosberg, Mercedes
2º) Lewis Hamilton, Mercedes
3º) Valtteri Bottas, Williams Mercedes
4º) Felipe Massa, Williams Mercedes
5º) Fernando Alonso, Ferrari
6º) Sergio Perez, Force India Mercedes
7º) Kevin Magnussen, McLaren Mercedes
8º) Daniel Ricciardo, Red Bull Renault
9º) Nico Hulkenberg, Force India Mercedes
10º) Kimi Raikkonen, Ferrari

Classificação

Mundial de Pilotos
1º) Nico Rosberg, 165 pontos
2º) Lewis Hamilton, 136 pontos
3º) Daniel Ricciardo, 83 pontos
4º) Fernando Alonso, 79 pontos
5º) Sebastian Vettel, 60 pontos
6º) Nico Hulkenberg, 59 pontos
7º) Valtteri Bottas, 55 pontos
8º) Jenson Button, 43 pontos
9º) Felipe Massa, 30 pontos
10º) Kevin Magnussen, 29 pontos
11º) Sergio Perez, 28 pontos
12º) Kimi Raikkonen, 19 pontos
13º) Romain Grosjean, 8 pontos
14º) Jean-Eric Vergne, 8 pontos
15º) Daniil Kvyat, 4 pontos
16º) Jules Bianchi, 2 pontos

Mundial de Construtores
1º) Mercedes, 301 pontos
2º) Red Bull Renault, 143 pontos
3º) Ferrari, 98 pontos
4º) Force India Mercedes, 87 pontos
5º) Williams Mercedes, 85 pontos
6º) McLaren Mercedes, 72 pontos
7º) Toro Rosso Renault, 12 pontos
8º) Lotus Renault, 8 pontos
9º) Marussia Ferrari, 2 pontos

domingo, 8 de junho de 2014

Daniel Ricciardo vence no Canadá

Aproveitando-se dos problemas com os carros da Mercedes, o australiano vence pela primeira vez na Fórmula 1

Largando na frente, a dupla da Mercedes manteve o domínio até a metade da disputa, quando ambos pilotos começaram a sofrer de problemas com os freios, levando Lewis Hamilton a desistir na 48ª volta, enquanto Nico Rosberg seguia na liderança, seguido de perto por Sergio Perez e Felipe Massa, que voltou aos boxes para trocar pneus.

Com a Mercedes enfrentando problemas, a dupla da Red Bull se aproximou de Rosberg e Perez, e, nas voltas finais, o mexicano foi superado pelo australiano, que superou o germânico na penúltima volta, garantindo a primeira vitória rubrotaurina em 2014, e Vettel superou a Force India antes da volta final, para a seguir escapar ileso do toque entre Perez e Massa, para voltar ao pódio.

Mesmo com um carro inferior, as duplas de Ferrari e McLaren ainda pontuaram. Kimi Raikkonen, em atuação apagada, ainda acabou em 10º lugar, atrás do dinamarquês Kevin Magnussen, 9º colocado. Fernando Alonso e Jenson Button, aproveitando-se dos problemas com os adversários nas últimas voltas, ajudaram o inglês a garantir o 4º posto, e o asturiano, a 6ª posição. O nórdico vem muito abaixo do esperado na temporada, somando resultados muito ruins, mesmo com um equipamento abaixo da crítica.

O outro finlandês, Valtteri Bottas, assim como Nico Hulkenberg, vem fazendo uma temporada bem consistente, andando com frequência nas primeiras colocações, e adotando estratégias de corrida eficiente. Hulk, com pneus desgastados, ainda segurou um 5º lugar, duas posições a frente de Bottas, 7º colocado. Outro destaque em solo canadense voltou a ser o francês Jean-Eric Vergne, levando a Toro Rosso ao 8º lugar, garantindo mais quatro pontos ao time italiano, 7º entre as equipes, a frente da Lotus. Com atuações sólidas ano passado, os carros aurinegros vem tendo um ano desastroso. Pastor Maldonado e Romain Grosjean abandonaram a disputa por danificações no carro.

Resultados:
Pole: Nico Rosberg, Mercedes
Melhor Volta: Felipe Massa, Williams Mercedes

Corrida:
1º) Daniel Ricciardo, Red Bull Renault
2º) Nico Rosberg, Mercedes
3º) Sebastian Vettel, Red Bull Renault
4º) Jenson Button, McLaren Mercedes
5º) Nico Hulkenberg, Force India Mercedes
6º) Fernando Alonso, Ferrari
7º) Valtteri Bottas, Williams Mercedes
8º) Jean-Eric Vergne, Toro Rosso Renault
9º) Kevin Magnussen, McLaren Mercedes
10º) Kimi Raikkonen, Ferrari

Classificação

Mundial de Pilotos
1º) Nico Rosberg, 140 pontos
2º) Lewis Hamilton, 118 pontos
3º) Daniel Ricciardo, 79 pontos
4º) Fernando Alonso, 69 pontos
5º) Sebastian Vettel, 60 pontos
6º) Nico Hulkenberg, 57 pontos
7º) Jenson Button, 43 pontos
8º) Valtteri Bottas, 40 pontos
9º) Kevin Magnussen, 23 pontos
10º) Sergio Perez, 20 pontos
11º) Felipe Massa, 18 pontos
12º) Kimi Raikkonen, 18 pontos
13º) Romain Grosjean, 8 pontos
14º) Jean-Eric Vergne, 8 pontos
15º) Daniil Kvyat, 4 pontos
16º) Jules Bianchi, 2 pontos

Mundial de Construtores
1º) Mercedes, 258 pontos
2º) Red Bull Renault, 139 pontos
3º) Ferrari, 87 pontos
4º) Force India Mercedes, 77 pontos
5º) McLaren Mercedes, 66 pontos
6º) Williams Mercedes, 58 pontos
7º) Toro Rosso Renault, 12 pontos
8º) Lotus Renault, 8 pontos
9º) Marussia Ferrari, 2 pontos

domingo, 25 de maio de 2014

Nico Rosberg vence em Mônaco

Competidor alemão retoma a liderança em mais uma corrida dominada pela Mercedes

Liderando desde a primeira curva, Rosberg manteve a dianteira durante toda a disputa, a frente do companheiro de equipe, o britânico Lewis Hamilton.

Entre Ferrari e Red Bull, houve disputa até Kimi Raikkonen fazer uma segunda passagem pelos boxes, caindo para o pelotão intermediário. Para o finlandês, ainda coube a volta mais rápida, mas teve que voltar aos boxes para trocar o bico da Ferrari danificado, quando tentou superar o dinamarquês Kevin Magnussen, da McLaren, beneficiando Felipe Massa, que subiu para a 7ª posição. Daniel Ricciardo subiu para a 3ª colocação, ficando a frente do espanhol Fernando Alonso, ganhando o 4º posto. Nas voltas finais, Ricciardo quase superou Hamilton, mas ficou com o último lugar no pódio, deixando o time austríaco na vice-liderança entre as equipes.

Nico Hulkenberg, aproveitando-se dos problemas dos adversários, novamente pontou, chegando em 5º lugar, segurando a pressão de Jenson Button nas voltas finais. Depois de três corridas sem pontuar, a McLaren voltou a somar pontos em Mônaco, mas ainda segue muito mal na classificação. Magnussen ainda somou um ponto.

Pela primeira vez, desde que estreou em 2010, a Marussia conseguiu levar um carro aos pontos, com o 9º lugar de Jules Bianchi. Mesmo em um fim-de-semana difícil, Romain Grosjean ainda terminou a corrida com a 8ª colocação, aproveitando-se dos problemas dos adversários.

A corrida foi bem disputada, tanto entre os carros da Mercedes, como nos outros pelotões, tendo algumas ultrapassagens e boas brigas de posições, e algumas batidas, que serão investigadas após a corrida.

Resultados:
Pole: Nico Rosberg, Mercedes
Melhor Volta: Kimi Raikkonen, Ferrari

Corrida:
1º) Nico Rosberg, Mercedes
2º) Lewis Hamilton, Mercedes
3º) Daniel Ricciardo, Red Bull Renault
4º) Fernando Alonso, Ferrari
5º) Nico Hulkenberg, Force India Mercedes
6º) Jenson Button, McLaren Mercedes
7º) Felipe Massa, Williams Mercedes
8º) Romain Grosjean, Lotus Renault
9º) Jules Bianchi, Marussia Ferrari
10º) Kevin Magnussen, McLaren Mercedes

Classificação

Mundial de Pilotos
1º) Nico Rosberg, 122 pontos
2º) Lewis Hamilton, 118 pontos
3º) Fernando Alonso, 61 pontos
4º) Daniel Ricciardo, 54 pontos
5º) Nico Hulkenberg, 47 pontos
6º) Sebastian Vettel, 45 pontos
7º) Valtteri Bottas, 34 pontos
8º) Jenson Button, 31 pontos
9º) Kevin Magnussen, 21 pontos
10º) Sergio Perez, 20 pontos
11º) Felipe Massa, 18 pontos
12º) Kimi Raikkonen, 17 pontos
13º) Romain Grosjean, 8 pontos
14º) Jean-Eric Vergne, 4 pontos
15º) Daniil Kvyat, 4 pontos
16º) Jules Bianchi, 2 pontos

Mundial de Construtores
1º) Mercedes, 240 pontos
2º) Red Bull Renault, 99 pontos
3º) Ferrari, 78 pontos
4º) Force India Mercedes, 67 pontos
5º) McLaren Mercedes, 52 pontos
6º) Williams Mercedes, 52 pontos
7º) Lotus Renault, 8 pontos
8º) Toro Rosso Renault, 8 pontos
9º) Marussia Ferrari, 2 pontos

domingo, 11 de maio de 2014

Especial Ayrton Senna: Parte 4

A consagração e o sonho interrompido

Diferente da Lotus, a McLaren possuía uma estrutura mais forte e tinha condições de oferecer a Senna um equipamento capaz de disputar o título mundial. Mas o brasileiro teve ao seu lado, o francês Alain Prost, que tinha dois títulos. Sem concorrência de outras escuderias, ambos largaram na frente em 15 das 16 corridas e também ganharam 15 vezes, perdendo apenas na Itália, quando Senna bateu com o francês Jean-Louis Schlesser, que substituiu Nigel Mansell na Williams. A equipe de Grove perdeu os motores Honda e utilizou os propulsores da Judd, e Nelson Piquet, campeão um ano antes, levou o número 1 para a Lotus, mas ambos não tiveram uma boa temporada. Piquet ficou em 6º lugar, enquanto Mansell completou apenas duas corridas, sendo 2º colocado na Inglaterra e na Espanha. Gerhard Berger, correndo na Ferrari, foi pole na Inglaterra e venceu na Itália, fazendo dobradinha com Michele Alboreto, que deixou a escuderia de Maranello no final de 1988, e o belga Thierry Boutsen, 4º colocado, obtiveram algum destaque na disputa polarizada entre os carros de Woking. Senna, mesmo somando menos pontos que Prost no total, contou com os descartes para conquistar a taça no Japão, recuperando-se de problemas na largada para vencer em solo nipônico, penúltima etapa do certame.

Para 1989, começou de vez a maior rivalidade já vista na Fórmula 1. Após um acordo, Senna passou Prost logo após a largada, em San Marino, gerando diversas desavenças entre ambos ao longo da temporada. Com quatro vitórias, contra seis de Ayrton, o francês garantiu o título no Japão, após uma polêmica batida entre ambos nas voltas finais. Prost abandonou a corrida, enquanto o brasileiro ainda conseguiu ultrapassar a Benetton de Alessandro Nannini e cruzar a linha de chegada na frente, mas foi desclassificado, pois o regulamento não permitia cortar a última chicane.

Com a transferência de Alain Prost para a Ferrari, Gerhard Berger passou a ser companheiro de equipe de Senna, tornando-se um dos maiores amigos do brasileiro fora das pistas. Com uma campanha mais regular, Ayrton venceu a disputa, novamente contra o francês, e em mais uma decisão polêmica. Desta vez, o piloto da McLaren atingiu a Ferrari na primeira curva, tirando ambos da corrida. Com seis vitórias, e 78 pontos, o brasileiro garantiu o título pela segunda vez.

Em 1991, a Williams, equipada com os motores Renault, passou a ter o melhor carro. Enquanto os carros de Frank Williams enfrentavam problemas nas primeiras etapas, Ayrton Senna aproveitou para ganhar as quatro primeiras corridas do ano, garantindo a vantagem que ajudou a ganhar o campeonato no fim da temporada. Contando com um inspirado Nigel Mansell e com atuações sólidas do italiano Riccardo Patrese, o time de Grove iniciou uma grande reação antes da metade da disputa, dando muito trabalho para o brasileiro, que passou a administrar a diferença construída no início. Novamente o título veio no Japão, após um erro do britânico no início da corrida, vencida pelo companheiro de Senna, ao austríaco Berger. Nelson Piquet, correndo pela Benetton, deixou a Fórmula 1 naquele ano, vencendo no Canadá, após Mansell parar na volta final, e Prost deixou a Ferrari após inúmeras divergências com a cúpula italiana. Também estrearam na categoria, dois futuros campeões: Mika Hakkinen, pela Lotus, e Michael Schumacher, pela Jordan. Schumacher, na Itália, foi para o lugar de Roberto Moreno, na Benetton, e competiu ao lado de Piquet as últimas cinco corridas, mostrando bons desempenhos.

A supremacia da Williams demonstrada um ano antes, tornou-se domínio em 1992. Senna ainda fez uma pole no Canadá, enquanto Berger venceu a corrida. Com um carro contando com suspensão ativa e dispositivos eletrônicos bem entrosados com o carro, Mansell venceu facilmente o campeonato. Em Mônaco, aproveitando-se de um problema com Nigel, Senna segurou a pressão do inglês nas voltas finais, vencendo no principado. O brasileiro ainda venceu na Hungria e na Itália, enquanto Michael Schumacher superou os carros de Grove na Bélgica, vencendo a primeira na Fórmula 1. Os carros de Frank Williams passaram a ser bem disputados, e Alain Prost acertou para 1993, vetando a participação do brasileiro no time, buscando evitar novos atritos internos. A McLaren conseguiu manter Senna, mas perdeu Gerhard Berger, que foi correr ao lado de Jean Alesi na Ferrari.

Correndo boa parte do ano ao lado de Michael Andretti e as três últimas corridas tendo Mika Hakkinen em seu último ano pela escuderia comandada por Ron Dennis, Senna deu um show de pilotagem ao longo da temporada. As cinco vitórias no campeonato, e o 2º lugar entre os pilotos, chegando a liderar no começo do ano, credenciaram ao brasileiro um lugar na Williams, lugar que almejava desde 1991. Em Donington, ultrapassou Michael Schumacher, Karl Wendlinger, Damon Hill e Alain Prost, na primeira volta, em corrida disputada sob chuva. Assim como Senna, Schumacher também mostrou bastante competitividade, com ambos dando muito trabalho aos pilotos da Williams, ficando em 4º lugar e vencendo em Portugal, segurando a pressão de Prost, na corrida que assegurou ao francês o tetracampeonato. Com mais um título na conta, Alain anunciou a aposentadoria no circuito da Fórmula 1, deixando o caminho livre para Senna ingressar na equipe de Sir Frank.

Mas os dispositivos eletrônicos, grande trunfo da Williams, como suspensão ativa e controle de tração, foram excluídos para 1994, tornando os carros instáveis. Senna continuou mostrando velocidade, mas teria que acertar o carro, que não mostrou a mesma estabilidade, ao contrário da Benetton, que conseguiu dar a Schumacher um equipamento melhor acertado. Mesmo sem pontuar nas três etapas que disputou, Ayrton ainda conseguiu largar na frente sempre que alinhou para o grid na última temporada que competiu. Depois de abandonar no Brasil e bater com a Ferrari de Nicola Larini, em Aida, saiu sem pontos, enquanto o competidor alemão obteve duas vitórias. Precisando da recuperação em San Marino, o brasileiro garantiu a pole novamente, mas o final de semana foi marcado por tragédias. Rubens Barrichello escapou nos treinos, e o austríaco Roland Ratzenberger perdeu a vida no dia seguinte, deixando os pilotos preocupados com a sensação de insegurança. Logo na largada, a Lotus de Pedro Lamy atingiu o Benetton de Jirky Jarvi Lehto, provocando a intervenção do safety car. Após a relargada, Ayrton Senna chocou-se na Tamburello na sétima volta, sendo atingido pelo braço da suspensão, perfurando o cérebro do piloto, que perdeu a vida logo depois.

Com 41 vitórias, 65 poles e 19 voltas mais rápidas, Senna deixou uma grande legião de fãs, entre torcedores e colegas de trabalho. Após isso, as normas de segurança passaram a ser ainda mais rigorosas e nenhum outro piloto voltou a perder a vida no circuito da Fórmula 1, devido as melhorias feitas nos projetos dos carros.

Os resultados de Ayrton Senna

1988

Equipe: McLaren Honda

Classificação: Campeão, com 90 pontos (com os descartes)/94 (sem os descartes)

Vitórias: 8 (San Marino, Canadá, Estados Unidos, Inglaterra, Alemanha, Hungria, Bélgica e Japão)

Poles: 13 (Brasil, San Marino, Mônaco, México, Canadá, Estados Unidos, Alemanha, Hungria, Bélgica, Itália, Espanha, Japão e Austrália)

1989

Equipe: McLaren Honda

Classificação: Vice-campeão, com 60 pontos

Vitórias: 6 (San Marino, Mônaco, México, Alemanha, Bélgica e Espanha)

Poles: 13 (Brasil, San Marino, Mônaco, México, Estados Unidos, Inglaterra, Alemanha, Bélgica, Itália, Portugal, Espanha, Japão e Austrália)

1990

Equipe: McLaren Honda

Classificação: Campeão, com 78 pontos

Vitórias: 6 (Estados Unidos, Mônaco, Canadá, Alemanha, Bélgica e Itália)

Poles: 10 (Brasil, San Marino, Mônaco, Canadá, Alemanha, Bélgica, Itália, Espanha, Japão e Austrália)

1991

Equipe: McLaren Honda

Classificação: Campeão, com 96 pontos

Vitórias: 7 (Estados Unidos, Brasil, San Marino, Mônaco, Hungria, Bélgica e Austrália)

Poles: 8 (Estados Unidos, Brasil, San Marino, Mônaco, Hungria, Bélgica, Itália e Austrália)

1992

Equipe: McLaren Honda

Classificação: 4º lugar, com 50 pontos

Vitórias: 3 (Mônaco, Hungria e Itália)

Pole: 1 (Canadá)

1993

Equipe: McLaren Ford

Classificação: Vice-campeão, cm 73 pontos

Vitórias: 5 (Brasil, Europa, Mônaco, Japão e Austrália)

Pole: 1 (Austrália)

1994

Equipe: Williams Renault

Classificação: sem pontos

Poles: 3 (Brasil, Pacífico e San Marino)

Lewis Hamilton vence na Espanha

Britânico ganha em Barcelona e assume liderança no campeonato

A corrida catalã foi marcada por outro domínio da Mercedes, que voltou a ganhar facilmente. Nas últimas voltas, ainda houve uma aproximação de Nico Rosberg, mas Hamilton conseguiu manter a dianteira e cruzar a linha de chegada na frente.

A Red Bull vem se consolidando como a segunda força. Daniel Ricciardo chegou na mesma posição em que largou, o 3º lugar, a frente do companheiro de equipe, Sebastian Vettel, mesmo enfrentando problemas na classificação, recuperou-se na corrida, terminando na 4ª posição.

Outros destaques na Espanha foram o finlandês Valtteri Bottas, pela Williams, e o francês Romain Grosjean, da Lotus. Ambos foram muito bem nos treinos, e conseguiram um resultado positivo na corrida. O nórdico manteve-se na frente da dupla da Ferrari, com o 5º posto, enquanto Grosjean, mesmo sendo ultrapassado por Vettel e pelos carros de Maranello, ainda terminou na 8ª posição, garantindo os primeiros pontos na classificação. Fernando Alonso e Kimi Raikkonen tiveram um desempenho regular, dada a inferioridade dos carros ferraristas. Com uma passagem a mais pelos boxes, o asturiano chegou na parte final em melhores condições, e Alonso passou Kimi na penúltima volta.

Fechando a zona de pontuação, a Force India terminou com o mexicano Sergio Perez em 9º, e o alemão Nico Hulkenberg, em 10º. Felipe Massa voltou a enfrentar dificuldades, terminando na 13ª colocação, atrás da pior equipe do ano (novamente), a McLaren. A equipe de Woking continua piorando a cada corrida, passando longe dos líderes, sem dar a mínima chance aos pilotos de conseguirem um resultado promissor.

Resultados:
Pole: Lewis Hamilton, Mercedes
Melhor Volta: Sebastian Vettel, Red Bull Renault

Corrida:
1º) Lewis Hamilton, Mercedes
2º) Nico Rosberg, Mercedes
3º) Daniel Ricciardo, Red Bull Renault
4º) Sebastian Vettel, Red Bull Renault
5º) Valtteri Bottas, Williams Mercedes
6º) Fernando Alonso, Ferrari
7º) Kimi Raikkonen, Ferrari
8º) Romain Grosjean, Lotus Renault
9º) Sergio Perez, Force India Mercedes
10º) Nico Hulkenberg, Force India Mercedes

Classificação

Mundial de Pilotos
1º) Lewis Hamilton, 100 pontos
2º) Nico Rosberg, 97 pontos
3º) Fernando Alonso, 49 pontos
4º) Sebastian Vettel, 45 pontos
5º) Daniel Ricciardo, 39 pontos
6º) Nico Hulkenberg, 37 pontos
7º) Valtteri Bottas, 34 pontos
8º) Jenson Button, 23 pontos
9º) Kevin Magnussen, 20 pontos
10º) Sergio Perez, 20 pontos
11º) Kimi Raikkonen, 17 pontos
12º) Felipe Massa, 12 pontos
13º) Jean-Eric Vergne, 4 pontos
14º) Romain Grosjean, 4 pontos
15º) Daniil Kvyat, 4 pontos

Mundial de Construtores
1º) Mercedes, 197 pontos
2º) Red Bull Renault, 84 pontos
3º) Ferrari, 66 pontos
4º) Force India Mercedes, 57 pontos
5º) Williams Mercedes, 46 pontos
6º) McLaren Mercedes, 43 pontos
7º) Toro Rosso Renault, 8 pontos
8º) Lotus Renault, 4 pontos