sábado, 9 de outubro de 2010

Entrevista com Érico Georg

Érico Georg
Foto: Diego Wendhausen Passos

Data da entrevista: 11/09/2010

Diego: Dividida entre norte-americanos e soviéticos após a Segunda Guerra Mundial, a Alemanha ficou sob influência capitalista no lado ocidental, enquanto a parte leste teve imposta o sistema comunista. O que essa divisão representou para o povo alemão?

Erico: Representou exatamente a possibilidade do alemão ocidental ter mais liberdade. Houve investimento maciço na Alemanha Ocidental pelas forças aliadas, principalmente os Estados Unidos, que através do Programa Marshall, reconstruiu o país, e por ter um berço cultural muito forte e uma indústria, antes da guerra, bem fortalecida. Eles tinham toda uma tradição, da cultura, da indústria e do comércio. O investimento feito pelos norte-americanos, fez com que o lado oeste tivesse um progresso rápido, uma resposta imediata com os investimentos feitos no ocidente alemão, no que concerne a indústria e a tecnologia. Então, reconstruiu-se com uma certa rapidez. Em questão de 20 anos, deu um salto de zero, que ela foi totalmente destruída, a um avanço bem grande, com um forte apoio, mas tinha uma base. Já a Alemanha Oriental, pelo contrário, não teve esse apoio do regime comunista, até por que a União Soviética também estava fragilizada, e eles permaneceram muito no que restou da parte leste no pós-guerra. Eles ainda viviam muito da agricultura, em função de algumas universidades, importantes, como Leipzig e outras que tinham nome, onde havia uma relativa cultura de medicina e de tecnologias também, mas não houveram investimentos, então, ficou estagnada. Além disso, a liberdade, dos dois povos. Quando estive lá, os alemães que nós conversávamos, em nível de universidade, não viam com bons olhos o alemão oriental, tinham sempre um certo desprezo, porque eles não progrediram, digamos assim. Eu estive lá em 1982, o muro foi derrubado em 1989, então, ainda havia certa animosidade entre as duas Alemanhas, mas ao mesmo tempo, havia o sonho de reunificação. Isso sempre teve, mas que eles enxergavam nisso uma dificuldade muito grande, até eles se equalizassem, em termos culturais e de progresso. Outra questão que eu acho, e é bom ressaltar, é na parte da imprensa. Na Alemanha Ocidental, sentíamos uma plena liberdade de imprensa. A televisão, na época em que eu estava lá, era estatal. Estavam começando a implantar a tv a cabo, mas a mídia televisiva e rádios, pertenciam ao governo, mas havia liberdade de imprensa. Jornais tinham vários, e todos eles tinham bastante liberdade de criticar, mas o alemão é um crítico muito construtivo. Não é o que vemos, às vezes, no Brasil, que a imprensa é crítica para minimizar o poder, não é construtiva. Lá não, percebíamos que era uma crítica, mas eram construtivas, enquanto na Alemanha Oriental, não. A mídia e a imprensa eram controladas. A pessoa se sentia presa, sem liberdade de ir e vir, sem ter informações, digamos assim, mais livres.

Diego: Enquanto a Alemanha Ocidental conseguiu se firmar como um força política e econômica no cenário europeu e internacional, a parte oriental ficou estagnada, além de sofrer com a crise na União Soviética. Até que ponto o contexto da Guerra Fria influiu nas duas Alemanhas?

Erico: Havia muito interesse dos norte-americanos, e também dos aliados, da Grã-Bretanha, da França, durante a Guerra Fria, em derrubar tudo o que poderia haver de positivo no regime comunista. Obviamente que a Alemanha teve esse benefício de ter um expectro muito maior, de poder ter uma participação no cenário político internacional, enquanto que o lado comunista não, ficando mais em função do próprio modelo comunista, que era fechado, e o que se vende no mundo, é aquilo que aparece. Você tem países fortes, como era a Inglaterra, o próprio Estados Unidos, principalmente, agindo sobre a possibilidade de mostrar as maravilhas da Alemanha Ocidental, comparativamente à Alemanha Oriental. No aspecto político, isso influenciou muito negativamente, e a parte leste ficou muito presa ao sistema e a política comunista, que no fim, deu no que deu. O regime comunista se mostrou frágil e impotente, e acabou com o Gorbatchev, fazendo com que desse a liberdade à Alemanha Oriental, ocasionando a derrubada do Muro de Berlim.

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Entrevista com Renato Aurélio dos Santos

Renato Aurélio dos Santos
Foto: Diego Wendhausen Passos

Data da entrevista: 28/07/2010

Diego: Depois de 45 anos separadas, as Alemanhas se juntaram em 1990, quase um ano após a queda do Muro de Berlim. Até que ponto a divisão política prejudicou os alemães?

Renato: A divisão política da Alemanha, é resultado da Conferência de Potsdam, em 1945, no fim da Segunda Guerra Mundial. Principal líder dos países do chamado eixo, foi responsabilizada pelo conflito, teve o seu território dividido, dentro de uma conjuntura política nova, que era a Guerra Fria. Então, a Conferência de Potsdam, como a Conferência de Teerã, têm um mundo que começa a surgir depois desde então, um mundo bipolarizado, o capitalismo, representado pelos Estados Unidos, e o socialismo, liderado pela União Soviética. Dentro desse contexto, a Alemanha é dividida. A cidade de Berlim, que ficava na parte oriental, também é dividida em zonas de ocupação, e, a divisão alemã, divide uma nação, enfraquece o país politicamente, militarmente, e a deixa refém da Guerra Fria, então, o fim dessa divisão ocorre justamente no período em que essa conjuntura vai terminando, que foi no final nos anos de 1980.

Diego: Consolidada como umas das principais potências políticas e econômicas da Europa e do mundo, a Alemanha passou por dois processos de unificação, um deles em 1871, e o mais recente, em 1990, quando vivíamos um período de grandes mudanças políticas, devido também a crise no sistema comunista e da antiga União Soviética. Quais foram os principais benefícios para os alemães, no aspecto geopolítico?

Renato: A Alemanha, a Ocidental, estava em um processo de integração com a Europa, desde os anos de 1950. Então, as velhas amarguras, rancores, ressentimentos que os alemães tinham com os franceses, por exemplo, foram superados, graças a liderança do Charles de Gaulle, pela França, e do Konrad Adenauser, da Alemanha Ocidental, em criar uma comunidade europeia de nações, a CECA, a Comunidade Europeia do Carvão e do Aço, e o Tratado de Roma, que criou o Mercado Comum Europeu, a chamada Europa dos Seis, foi o processo que deu então o início a essa integração, que cresceu mais ainda nos anos de 1980, com a criação da Comunidade Econômica Europeia, a Europa dos 12, juntando países da Península Ibérica, a Inglaterra, a Irlanda, enfim. Os germânicos, como o maior PIB (Produto Interno Bruto), passaram a liderar esse processo de unificação europeia, e, tentando superar os velhos rancores e ressentimentos. O sonho de reunificar o país, no caso de incorporar o lado oriental alemão à República Federal da Alemanha, era um sonho que todos os tedescos tinham, mas que era impossível no contexto da Guerra Fria. Durante a era Gorbatchev, com as políticas da União Soviética, a Glasnost e a Perestroika, esse sonho de reunificação parecia mais próximo, diferente dos anos de 1960, por exemplo. Com as mudanças, em alguns países da Europa Oriental, da chamada “cortina de ferro”, principalmente a Polônia, com o sindicato solidariedade, a Hungria e a Tchecoslováquia, que tiveram movimentos democráticos, em 1966, em território húngaro, e, em 1968, com os tchecos, também começaram a abalar o domínio da União Soviética sobre o leste europeu, e, a queda do Muro de Berlim, que foi o ponto alto do processo de desmoronamento desse modelo soviético, de socialismo autoritário, que foi implantado, e, quando a Alemanha foi reunificada, em 1990, por um lado fortaleceu o papel geopolítico germânico, mas por outro lado, trouxe problemas, porque o lado oriental estava defasado, economicamente. O novo governo, com a nação reunificada, de Helmut Kohl, que era do Partido Democrata Cristão, utilizou uma grande quantidade de recursos para investir no lado oriental, para deixá-lo em um patamar equivalente ao desenvolvimento da parte ocidental. Então, com a reunificação, nós tínhamos duas realidades na Alemanha, uma super desenvolvida, e outra, muito atrasada. Primeiro foi necessário os alemães investirem no lado leste, para dar-lhe uma infraestrutura, desenvolver-se, dentro de um contexto capitalista, e, por outro lado, depois de resolver esses problemas internos, que os alemães tiveram como começar a dar cartadas mais altas no cenário geopolítico mundial.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Os 20 anos da reunificação alemã: Parte 2

Os 20 anos da reunificação alemã

Parte 2: A Alemanha desde 1945

A Alemanha no contexto da Guerra Fria

Dividida entre Estados Unidos, Inglaterra, França e União Soviética, a Alemanha foi a grande perdedora nas duas grandes guerras. Entre 1945 e 1990, o mundo foi bipolarizado, entre capitalismo e comunismo.

Divisão alemã em 1946
Mapa: Wikipédia

Ianques e soviéticos dominaram o cenário político e econômico nesses 45 anos, buscando expandir os modelos entre os países. No continente americano, apenas Cuba aderiu o modelo comunista, sofrendo retaliações dos estadounidenses até a atualidade. Na Europa, a parte oeste ficou ao lado da economia de mercado, enquanto o leste aderiu ao sistema planificado. Os norte-coreanos, chineses e vietnamitas implantaram o comunismo, enquanto sul-coreanos e japoneses aliaram-se ao capitalimo.

Durante esses anos, a Alemanha foi um dos países que mais cresceu, mas também teve prejuízos, devido a divisão em duas nações. Na Conferência de Potsdam, foi dividida em duas.

Além da divisão, foi construído o Muro de Berlim, em 1961, derrubado 28 anos depois. As dificuldades para atravessar a fronteiras eram grandes. A Alemanha Ocidental vivia um regime democrático, com maior abertura da imprensa, ao contrário da vizinha oriental, que havia controle sobre a mídia.

Com a crise na União Soviética, na década de 1980, e a política de abertura no leste europeu, também conhecida como cortina de ferro, começando com a desfragmentação soviética, que encerrou em 1991 com a independência das ex-repúblicas integrantes do antigo país. Com a chegada de Michkail Gorbatchev, em 1985, os alemães começaram a ver próximo o sonho de reunificação.

A queda do Muro de Berlim, em novembro de 1989, foi o passo final ao processo de reintegração, concluído em 3 de outubro de 1990. Por outro lado, as diferenças ainda são grandes, pois a parte ocidental, mais desenvolvida, a equalizar com o lado oriental, que ficou sem apoio do modelo comunista.

A Alemanha após a reunificação

Quase cinco décadas divida em dois países, separada por dois blocos antagônicos, tornou-se o maior símbolo da Guerra Fria, entre Estados Unidos e União Soviética. A República Federal da Alemanha, capitalista, foi apoiada pelos norte-americanos, enquanto a República Democrática da Alemanha, comunista, recebeu o apoio dos soviéticos. A parte oeste desenvolveu-se e em poucos anos voltou a ser uma referência política e econômica, enquanto o lado oriental estagnou.

A Alemanha desde 1990
Mapa: Wikipédia

Superando antigas rivalidades e diferenças políticas com franceses e ingleses, os alemães passaram a liderar o bloco europeu, um dos grupos econômicos mais fortes do mundo. A União Europeia, iniciada em 1993, agrega grande parte dos países europeus.

Com o fim da bipolarização, o mundoficou dividido em três grandes áreas. No continente americano, os Estados Unidos são a principal força política e econômica. Na Europa, a Alemanha é a principal força, enquanto na Ásia, japoneses e chineses são as nações com maior destaque na região.

Referências:

Internet:

IG: Muro de Berlim

História da Alemanha (Wikipédia)

Conferência de Postdam (Wikipédia)

Conferência de Teerã (Wikipédia)

Konrad Adenauer (Wikipédia)

Helmut Kohl (Wikipédia)

Livros:

História ilustrada do Século 20. Folha da Tarde

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Os 20 anos da reunificação alemã: Parte 1

Os 20 anos da reunificação alemã

Parte 1: A Alemanha nas Guerras Mundiais


Primeira Guerra Mundial (1914-1918)

A unificação da Alemanha, ocorrida em 1871, gerou uma briga política contra a França, que perdeu o território da Alsácia e Lorena para os alemães, na guerra franco-prussiana, provocando um sentimento de revanchismo por parte dos franceses.

O crescimento do Império Alemão começou a ameaçar a hegemonia política e econômica da Inglaterra, que dominava o cenário mundial na época. Nesse período, Alemanha, Áustria-Hungria e Itália formaram a Tríplice Aliança, apoio político e militar caso houvesse um conflito entre as potências naquele período. Anos mais tarde, ingleses, franceses e russos criaram a Tríplice Entente, para equalizar forças com o bloco oponente.

A Europa em 1914
Mapa: Wikipédia

Com o assassinato do arqueduque Francisco Ferdinando, do Império Áustro-Húngaro, eclodiu a Primeira Guerra Mundial, que durou quatro anos. Nos primeiros dois anos, os confrontos ficaram restritos apenas entre as nações europeias, foi marcada pelo equilíbrio de forças, com os alemães levando a melhor na frente oriental, enquanto eram contidos por franceses e ingleses na parte ocidental.

Em 1917, com a desistência da Rússia, que passou pela revolução comunista, e o ingresso dos Estados Unidos, apoiando França e Inglaterra, os alemães perderam força e renderam-se em novembro de 1918, sofrendo uma série de punições com o Tratado de Versalhes.


Período entre guerras (1919-1939)

Principal penalizada pelo conflito mundial, os alemães sofreram uma série de punições, financeiras, políticas e econômicas. Multas milionárias, perda da Alsácia e Lorena para a Frença, aliado a crise econômica durante os anos de 1920, criaram o sentimento de nacionalismo dentro da Alemanha, causando a promoção de Adolf Hitler como chanceler do país, ocorrida em 1934, iniciando uma política autoritária e expansionista.
A Europa em 1923

Um dos pontos que marcou Hitler foi o anti-seminismo, perseguindo os adeptos à religião judaica, além de invasões aos territórios vizinhos. A Áustria, terra natal do governante alemão, foi anexada em 1938, e novas invasões foram ocorrendo. O acordo com a União Soviética, administrada por Joseph Stalin, além da criação do eixo Roma-Berlim-Tóquio, com Mussolini (Itália) e o imperador Hiroito (Japão), os alemães preparavam a revanche contra os inimigos. Em setembro de 1939, com a invasão a Polônia, França e Inglaterra declararam guerra à Alemanha, dando início ao conflito mais violento da história da humanidade.

A Liga das Nações, criada para promover a paz entre as nações, não foi eficiente, devido também a ausência de Estados Unidos, Alemanha e União Soviética, além das punições que haviam sido impostas ao alemães, criando um sentimento de revanchismo político contra o Tratado de Versalhes.

Segunda Guerra Mundial (1939-1945)

Sem a presença de União Soviética e Estados Unidos nos primeiros anos do conflito, os alemães invadiram a conquistaram França, Dinamarca, Noruega, Bélgica, Holanda. Na Inglaterra, barraram diante dos radares britânicos e da RAF (Royal Air Force). A Alemanha dominou até meados de 1941, quando resolveu invadir a União Soviética, no rigoroso inverno europeu. Derrotada pelos soviéticos, começaram a sucumbir no lado leste, e recuando em direção a Berlim.

No mesmo ano, os japoneses, disputando com os estadounidenses o domínio no Oceano Pacífico, atacaram a base de Pearl Harbor, iniciando a participação ianque na guerra. Com os soviéticos chegando ao território alemão, os norte-americanos uniram força com ingleses e franceses e começaram a cercar pela parte oeste. Os italianos, derrotados em inúmeros combates na África e na Europa, não tiveram forças para ajudar os aliados.

Com a queda de Mussolini, em 1943, e assassinado em 28 de abril de 1945, os italianos deixaram os alemães isolados. O suicídio de Adolf Hitler, em 30 de abril de 1945, segundo a versão oficial, é um mistério até os dias atuais. Muitos acreditam que o ex-chanceler tenha fugido e ficado em algum lugar do mundo, inclusive no sul do Brasil ou na Argentina.

Em 8 de maio, a Alemanha assinou a rendição, dando fim ao conflito na Europa. A guerra teve fim no início de setembro, quando os Estados Unidos lançaram duas bombas atômicas contra o Japão, em Hiroshima e Nagazaki. Nesse período, tivemos um novo contexto geopolítico, tirando a Europa do centro econômico internacional, tornando o mundo bipolarizado, até 1990, dividido em capitalismo, liderado pelos norte-americanos, enquanto os soviéticos influenciaram o bloco comunista.

Referências:

Internet:

História da Alemanha (Wikipédia)

Primeira Guerra Mundial (Wikipédia)

Segunda Guerra Mundial (Wikipédia)

Livros:

As Guerras Mundiais 1914-1945: Paulo Fagundes Vizentini

Toda a História: José Jobson de A. Arruda e Nelson Piletti

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Peter Warr morre na França

Ex-dirigente da Lotus morre aos 72 anos

Peter Warr (1938-2010), que trabalhou nas equipes Lotus, Wolf e Fittipaldi, faleceu ontem, vítima de infarto fulminante, na França, onde residia.

A primeira passagem de Warr pela escuderia fundada por Colin Chapman foi entre 1958, ano da estreia na Fórmula 1, até 1976, quando foi para a Wolf, ficando até 1979, quando o time canadense saiu da categoria e teve parte dos seus espólios foram vendidos a família Fittipaldi, permanecendo na equipe brasileira até 1982, quando fechou as portas.

Com a morte de Colin Chapman, até hoje suspeita, no fim de 1982, Peter Warr retornou a Lotus, permanecendo até 1989, quando foi demitido da escuderia britânica, que já enfrentava uma fase descendente. Foi também na Lotus, que trabalhou ao lado dos três brasileiros campeões mundiais: Emerson Fittipaldi (1970-1973), Nelson Piquet (1988-1989) e Ayrton Senna (1985-1987).

Outra curiosidade do ex-diretor era a coleção que fazia dos capacetes dos pilotos com o qual trabalhou. Em 1996, ao fazer um leilão, conseguiu quase meio milhão de dólares.

Leia mais:

IG - Grande Prêmio: Peter Warr, chefe da Fittipaldi e de Senna na Lotus, morre na França

Terra Esportes: Ex-chefe de Senna na Lotus morre de ataque cardíaco

Lancenet: Ex-chefe de Senna morre de ataque cardíaco

A Mil Por Hora: In Memorian: Peter Warr

Continental Circus: The End: Peter Warr (1938-2010)

João Carlos Viana (jcspeedway): Que pena!

Sauber confirma patrocínio novo e dupla do próximo ano

Peter Sauber anuncia parceria com empresa mexicana Telmex e Kamui Kobayashi e Sérgio Perez como pilotos da equipe para 2011

O japonês Kobayashi, contratado no início do ano, permanece na escuderia, depois de uma temporada sólida e muito competitiva, melhorando ao longo da competição, depois de um início sem grandes resultados.

Depois de 30 anos, os mexicanos voltarão a contar um piloto na Fórmula 1. Hector Rebaque, companheiro de Nelson Piquet na Brabham, em 1981, foi o último piloto do país norte-americano a disputar a categoria. Além de trazer Perez, o time suíço fechou também parceria com o patrocinador do piloto, a Telmex, de Carlos Slim, sócio minoritário da escuderia. O piloto de testes também recebe o apoio do empresário, Esteban Gutiérrez, atual campeão da GP 3.

Para Peter Sauber, a opotunidade oferecida à Perez, deve-se também ao bom desempenho apresentado na GP 2, uma das principais categorias de acesso para a Fórmula 1.

Já o piloto estreante disse que "A F1 é o sonho de todo jovem piloto. E agora, este sonho vai virar realidade para mim. Embora eu esteja ciente de que este é um grande desafio e uma grande responsabilidade, estou feliz em aceitar isso e orgulhoso por representar meu país na mais alta categoria do esporte a motor".

Leia mais:

Blog Fórmula 1 (Tomás Mota): Sauber confirma Sergio Pérez como titular para 2011

IG - Grande Prêmio: Sauber anuncia Telmex e Pérez como companheiro de Kobayashi em 2011

Terra Esportes: Sauber anuncia piloto mexicano para a temporada 2011

Lancenet: Sauber anuncia Sergio Perez para 2011

Os 20 anos da reunificação alemã: material produzido no Folha da Tarde

Material produzido pelo livro História Ilustrada do Século 20, do Folha da Tarde, falando sobre a queda do Muro de Berlim e da reunificação da Alemanha

História Ilustrada do Século 20
Folha da Tarde
1989-1990

1989
Página 578
Foto: Diego Wendhausen Passos
Acervo: História Ilustrada do Século 20

Alemanha Oriental derruba o Muro

10 de novembro. O Muro de Berlim, maior símbolo da opressão comunista desde sua criação há 28 anos, foi ao chão nesta noite. Na badalada da meia-noite, o governo da Alemanha Oriental abriu suas fronteiras, e o Muro - duas barreiras de concreto de 2m40 de altura que dividem Berlim - foi transformado em antiguidade da Guerra Fria, agora relegada aos registros históricos.

Milhares de alemães-orientais atravessaram a fronteira, ansiosos por experimentar a liberdade e ver como vive a próspera metade ocidental da cidade. Outros passaram horas dançando em cima do muro. Outros ainda descarregaram anos de raiva com marretas; alguns levaram pedaços para vender como suvenir. Outros ainda apenas ficaram no local e choraram, talvez em memória das 75 pessoas que foram mortas tentando atravessá-lo.

Alemães-ocidentais acolheram seus compatriotas com alegria. O chanceler Helmut Kohl discursou diante do Paço Municipal de Berlim. "Estamos a seu lado, somos e permaneceremos uma única nação. Pertencemos à mesma pátria", disse. Para muitos, porém, a alegria foi contida pela preocupação com a capacidade de lidar com a enxurrada de refugiados - 225 mil da Alemanha Oriental e 300 mil da URSS e da Polônia só neste ano. O prefeito de Berlim Ocidental fez um apelo aos que pensam ir para o Ocidente: "Por favor, deixem para amanhã, depois de amanhã. Estamos tendo problemas com isso".

De fato, só 1.500 dos vários milhares que visitaram Berlim Ocidental anunciaram a intenção de ficar. Quem voltar ao Leste encontrará seu país em meio a mudanças radicais. Autoridades alemãs-orientais anunciaram planos de realizar eleições livres e implantar novas leis sobre liberdade de associação e de imprensa. Na semana passada, o Politburo, de 21 membros, foi substituído.

Há apenas nova meses o dirigente alemão-oriental, Erich Honeker, profetizou que o muro ficaria de pé por mais cem anos. Analistas ocidentais concordaram que eram pequenas as chances de seu país ser sacudido pelas mudanças que abalam o Leste europeu.

O governo Honeker, porém, foi deposto em 18 de outubro por fortes protestos e pelo êxodo ao Ocidente, que chegou a 300 pessoas por hora na semana passada. A carência de mão-de-obra aumentou tanto que o governo se viu obrigado a usar soldados para operar trens e ônibus. O novo regime de Egon Krenz admitiu que só medidas radicais poderiam persuadir seus cidadãos a não fugir do país. Com a bênção do líder soviético Mikhail Gorbatchov, Krenz extinguiu todas as restrições à migração e às viagens ao Ocidente.

1990
Página 591
Foto: Diego Wendhausen Passos
Acervo: História Ilustrada do Século 20

Alemanha é reunificada após 45 anos

3 de outubro. A Alemanha é uma só nação novamente. A divisão entre Oriente e Ocidente não existe mais. Seu renascimento se deu na badalada da meia-noite, acompanhado por um repique do Sino da Liberdade, no Paço Municipal de Berlim. Na virada do relógio, um grito de euforia veio dos milhares de pessoas que, chorando, se abraçavam e agitavam um mar de bandeiras com as cores nacionais - preto, vermelho e amarelo. A Alemanha, dividida há 45 anos com o fim da 2ª Guerra Mundial, conquista independência definitiva.

Mesmo com fogos de artifício iluminando o céu de Berlim, as pessoas demoraram a perceber que há apenas 11 meses o odiado Muro começara a ruir e os soviéticos afrouxavam sua mão de ferro ma Alemanha Oriental. Muitos estão conscientes de que o futuro reserva enormes dificuldades, mas isso é para amanhã. Hoje a noite é só festa.

Batizada de República Federal da Alemanha como a antiga Alemanha Ocidental, a nação reunificada tem uma população de 78,5 milhões de pessoas. Constituição, governo, moeda, bandeira e hino nacional são os que até hoje eram da Alemanha Ocidental. O governo passa a ser encabeçado pelo chanceler alemão-ocidental Helmut Kohl. A economia da nova Alemanha agora terá de se adaptar à dura realidade de absorver a economia da Alemanha Oriental, que se encontra em situação calamitosa há anos. Políticos e economistas já advertem os abastados alemães-orientais das conseqüências da unificação.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Os 20 anos da reunificação alemã: material produzino no Jornal O Estado

Material produzido pelo Jornal O Estado (extinto em 2008), no dia 4 de outubro de 1990, falando sobre a reunificação da Alemanha.

Jornal O Estado
Edição: 04/10/1990
Capa
Foto: Diego Wendhausen Passos
Acervo: Biblioteca Pública de Santa Catarina


Alemanha festeja unificação até o nascer o sol


Os alemães festejaram até o amanhecer a reunificação do país, uma antiga aspiração depois da divisão surgida no fim da 2ª Guerra Mundial. O movimento cresceu a partir de novembro do ano passado, quando os orientais começaram a desafiar os governantes comunistas exigindo a reunificação que já constava na constituição da Alemanha Ocidental. Dez meses depois, as duas Alemanhas estão unificadas, surgindo uma grande potências mundial.

Internacional
Página 11
Foto: Diego Wendhausen Passos
Acervo: Biblioteca Pública de Santa Catarina


Mundo voltou-se para a Alemanha

Noticiário internacional deu destaque, ontem, para a histórica reunificação

LONDRES – As imegans dos alemães festejando e cantando seu hino nacional até a madrugada foram difundidas em todo o mundo pela televisão e a notícia dominou as páginas dos jornais de ontem. O noticiário, porém não se referia só a festejos, foram inúmeras as alusões à II Guerra Mundial. Alguns empregaram nas manchetes o lema nazista dos anos 30 "Eim volm, ein reich, ein fuhrer", ou seja, "Um povo, um estado, um líder". Os editoriais recordaram a devastação nazista na Europa e manifestaram inqueitação com a rapidez do processo de reunificação, mas também demonstraram alívio pela inclusão da Alemanha na OTAN e na Comunidade Econômica Européia.

"O surgimento de uma Alemanha grande e concentrada em si mesma, livre da ameaça militar do Oriente, é um perigo mais potente que a da nação pequena e enfurecida dos anos 35", comentou o conservador Daily Telegraph, de Londres, em editorial. "A renúncia alemã de cooperar na crise do Golfo Pérsico é o primeiro indício disto", acrescentou.

Na Holanda, o liberal Diário de Amsterdã disse que a última Alemanha unificada "transformou a Europa em um sangrento campo de batalha em duas ocasiões. Mas seria contraproducente ao desenvolvimento da Europa. Começar a tratar a Alemanha com suspeitas desde o começo", disse o jornal. O Financial Times vê outra questão. "Uma Alemanha que se preocupa obstinadamente apenas com seus assuntos internos".

"Encaramos o futuro como amigos, aliados e sócios", foi o que destacou a primeira-ministra inglesa, Margareth Tatcher, em mensagem enviada ontem ao chanceler alemão Helmut Kohl. Tatcher tinha alertado, em entrevista pela televisão, que a Alemanha será muito dominante na Europa. "Caberá a nós impedi-la que domine", advertiu. (AP)

O sonho começou desde a divisão

BERLIM – Os alemães desejavam uma nação unificada desde que a Alemanha foi dividida em estados rivais após a II Guerra Mundial. Mas a possibilidade da reunificação só apareceu após a estrondosa manifestação pela democracia, em Leipzig, em 20 de novembro do ano passado. Pela primeira vez, os alemães orientais, que desafiavam os governantes comunistas, começaram a pedir em público a reunificação, já prevista na Constituição da Alemanha Ocidental.

O povo alemão comemorava a abertura do Muro de Berlim em 9 de novembro, e o governo do lado oriental insistia ainda em um estado independente. Prometia uma "terceira alternativa" sócio-econômica, que combinaria o melhor do socialismo e do capitalismo. Mas os manifestantes de Leipzig começaram a clamar por uma "pátria unida". Uma multidão de 100 mil pessoas gritava "somos só um povo", numa variação do lema revolucionário "somos o povo".

Ato semelhante teria sido impossível sob o regime linha dura do ex-dirigente Erich Honecker, destituído um mês antes. Sua autoridade foi minada, em parte, pela fuga de milhares de alemães orientais para o Ocidente, através da Hungria e da Tchecoslováquia, no verão e no outono.

Depois do protesto de Leipzig, os políticos ocidentais não perderam tempo e aderiram ao clamor nascido na própria Alemanha Oriental. Até então, apenas o chanceler Helmut Kohl era favorável à unificação.

Uma semana depois, em 27 de novembro, as manifestações se tornaram mais estridentes e, em 1º de dezembro, o Parlamento alemão oriental anulou a cláusula constitucional que garantia ao Partido Comunista o "papel dirigente" no governo.

Desde ontem, 10 meses depois, as duas Alemanhas estão unificadas. Durante esse período aconteceram as primeiras eleições livres na parte oriental, em 18 de março, e a reunião decisiva do chanceler Kohl com o presidente soviético Mikhail Gorbatchev, em julho. A reunião produziu a chave para o processo: a concordância de Moscou para que a Alemanha soberana e unida faça parte da OTAN. (AP)

domingo, 3 de outubro de 2010

Os 20 anos da reunificação alemã: material produzido no Diário Catarinense

Material produzido pelo jornal Diário Catarinense (RBS), nos dias 4 e 5 de outubro de 1990, falando sobre a reunificação da Alemanha.

Edição: 04/10/1990
Mundo
Página 11

Foto: Diego Wendhausen Passos
Acervo: Biblioteca Pública de Santa Catarina

Disciplina germânica se impõe após unidade

Berlim – Após uma noite de festas pela reunificação do país, que levaram milhões de pessoas às ruas em várias cidades, o dia amanheceu ontem ensolarado na Alemanha, com os cidadãos aproveitando o feriado nacional para comparecer aos muitos serviços religiosos, cerimônias formais e concertos comemorativos ao “Dia da Unidade”.

Nem por isso a velha disciplina germânica foi esquecida: ao raiar da aurora, varredores e caminhões lava-ruas já limpavam as garrafas de champanhe e cerveja, confetes e papel picado deixados pelos foliões na noite anterior. Os sinos das igrejas repicaram em várias cidades para anunciar o amanhecer do “Dia da Unidade”.

Graças ao rigoroso esquema de segurança, os incidentes com os jovens de esquerda e de direita durante a noite foram poucos e de menor gravidade. Em Bonn, a polícia prendeu cerca de 50 neonazistas que caminharam pelo centro da cidade com bandeiras exibindo a cruz suástica. As detenções foram aplaudidas pelos populares. (UPI)

Papa abençoa unificação

Vaticano – O Papa João Paulo II abençoou ontem a unificação alemã em mensagem dirigida ao presidente Richard Von Weizsaecker: “O momento solene em que a unificação da Alemanha se realiza por livre autodeterminação me proporciona a feliz oportunidade de dirigir meus melhores votos e minha bênção a todos os responsáveis do país e da sociedade alemã”.

“Dirijo meus votos de paz e bem-estar aos cidadãos, que estavam convencidos da realização pacífica da liberdade e que buscaram sem trégua. Na convicção de que o povo alemão concederá no futuro sua contribuição à coexistência com os demais povos europeus e à solidariedade com os países de todo o mundo, vos imploro, senhor presidente, e a todos os cidadãos de seu país, por ocasião deste dia tão esperado da unidade alemã, a melhor bênção do Senhor”, conclui o Para. O presidente Fernando Collor também enviou ontem a mensagem a Weizsaecker e ao chanceler Helmut Kohl parabenizando pela histórica unificação. (AFP-Sucursal/RBS)

Israel pede que a RFA não esqueça holocausto

Para o povo judeu, a unificação alemã pode representar uma ameaça para o futuro, caso a nova pátria receba orientação nacionalista

Jerusalém – O governo de Israel saudou cautelosamente, ontem, a reunificação da Alemanha, manifestando o desejo de que a nova pátria germânica, unida, trabalhe vigorosamente contra o anti-semitismo e se lembre de sua obrigação moral para com o povo judeu. O primeiro-ministro israelense, Yitzhak Shamir, recebeu o encarregado de negócios da embaixada alemã, Helmut Richter, e lhe disse que a data de ontem era de grande significação, não só para o povo alemão, mas também para o de Israel, sendo naturalmente um dia de reflexão. “Se por um lado não interferimos no traçado das fronteiras em lugar nenhum, de outro temos de lembrar a tragédia sem precedentes infligida pela Alemanha nazista a nosso povo, aleijando-o por gerações”, assinalou Shamir a Richter.

O chanceler israelense, David Levy, pensa que a reunificação alemã tinha que ser recebida também com a esperança de que “a Alemanha de amanhã seja uma Alemanha que, acima de tudo, passará no teste com o povo judeu”. Levy também deseja do novo país uma posição contra o anti-semitismo e a perpétua lembrança de suas obrigações moral e nacional pelo que fez ao povo judeu. Durante o holocausto da II Guerra Mundial, seis milhões de judeus foram mortos pelos nazistas.

As autoridades israelenses têm se mostrado desapontadas com o tratado de reunificação das Alemanhas e outros documentos a elas relacionados, por não enfatizarem em seu texto o papel do holocausto na história germânica. O presidente do parlamento de Israel, Dov Shilansky, ele mesmo um sobrevivente do holocausto, qualificou a data de ontem como “um dia de luto”.

“Tenho medo de que uma Alemanha unida, uma vez que grupos anti-semitas e nazistas estão em ascensão, no futuro possa se voltar para uma política expansionista e para uma orientação nacionalista de mente estreita”, disse Yitzhak Arad, diretor do Museu do Holocausto, em Jerusalém. “Não sou contra as boas relações com a Alemanha, mas como um sobrevivente tenho sentimento e os expresso. Para mim, hoje não é um dia de festa, um dia de celebração”, comentou Arad. (UPI)


Edição: 05/10/1990
Opinião
Página 6



Foto: Diego Wendhausen Passos
Acervo: Biblioteca Pública de Santa Catarina

A nova Alemanha

Nelson Sirotsky
Vice-Presidente da RBS

A esperança é de que a nova Alemanha construa o seu futuro com o mesmo espírito daqueles que derrubaram o muro

Estar na Alemanha e circunstancialmente presenciar esta época de transformações extraordinárias representa uma experiência fascinante de participar, mesmo como observador, de um tempo que será lembrado no futuro como histórico.

O 3 de outubro de 1990, celebrado com emoção, teve o povo na rua, fogos de artifício, concertos imponentes e cerveja de graça. Mais do que isto, a data traz consigo inúmeros significados para as 79 milhões de pessoas (63 milhões de ocidentais e 16 milhões de orientais) que a partir de agora formam a população dessa Alemanha unida depois de 45 anos.

Para muitos, representa o verdadeiro final da II Guerra Mundial. A retomada do controle de Berlim pelos alemães, efetivada no simples ato de recolhimento das bandeiras americana, francesa e inglesa no famoso “Check Point Charlie”, simboliza o final da ocupação aliada naquela que certamente será confirmada como a nova capital alemã.

Ressurge uma Alemanha com desafios extraordinários pela frente, sendo o mais destacado deles a eliminação dos profundos contrastes existentes entre as duas sociedades que dão origem a esta nova superpotência. Contrastes estes absolutamente perceptíveis nas ruas de Berlim, onde Mercedes e BMWs de alta tecnologia dividem os espaços com ultrapassados “trabis” (carro popular fabricado na Alemanha Oriental) ou com desengonçados “ladas” produzidos na Rússia.

No campo empresarial, o desafio de integrar a antiga DDR aos mesmos padrões alcançados pelo lado ocidental, pode oferecer um interessante volume de oportunidades. Ainda nesta semana a poderosa Daimler-Benz (fabricante do automóvel Mercedes) anunciou investimentos de 3 bilhões de marcos (U$ 2 bi) a serem desenvolvidos na parte oriental do país nos próximos dois ou três anos.

Há, finalmente, aqueles que se preocupam com o futuro da Alemanha olhando para o seu passado, quando numa época de grave crise econômica e elevado índice de desemprego, a solução oferecida, e aceita pela sociedade, foi a de uma terrível onda nacionalista que mais tarde veio a horrorizar a humanidade.

Decisivamente, vive-se na Alemanha do presente um momento de transição e de história. A esperança de todos, direta ou indiretamente, ligados a este processo, é de que a nova Alemanha possa construir o seu futuro no mesmo espírito daqueles que derrubaram o muro de Berlim em novembro de 1989, ou no espírito de 30.000 atletas que no último domingo invadiram a “Porta de Brandenburgo” comemorando com uma maratona o ressurgimento de um grande país.

Alemanha: 20 anos da reunificação

Matéria dos 20 anos da reunificação alemã.

Nesta série, será passado um resumo sobre a trajetória das duas Guerras Mundiais, e da Alemanha desde 1945, com o fim do segundo grande conflito, no qual passou pela divisão do país e após a reunificação.

Cronograma das matérias produzidas e entrevistas realizadas

03/10/2010: Material produzido no Diário Catarinense

04/10/2010: Material produzido no Jornal O Estado

05/10/2010: Material produzido na Enciclopédia do Folha da Tarde, em História Ilustrada do Século 20

06/10/2010: Parte 1: A Alemanha nas duas Guerras Mundiais (1914-1945)

07/10/2010: Parte 2: A Alemanha desde 1945

08/10/2010: Entrevista com Renato Aurélio dos Santos

09/10/2010: Entrevista com Érico Georg

10/10/2010: Entrevista com Aline Dias da Silveira